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SOCIEDADE: O PAPEL DOS SINDICATOS NA CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE
O XI Congresso da CGTP - Intersindical Nacional colocou portugueses sentados lado a lado, com a firme disposição de dizer e de ouvir. Serenamente. Como é próprio num lugar de fraternidade.
Reuniu homens e mulheres, movidos por um ideal comum - o da construção de uma sociedade mais democrática, mais justa, mais solidária, mais culta, mais emancipada e livre. Somos gente que ambiciona que os humanos sejam mais humanos e a humanidade mais rica, mais bela e conseguida. Somos homens e mulheres em movimento, gente de proposição e afirmação que condena a prepotência, a injustiça e a sobranceria. n REVOLUÇÃO: Alguns vêm de tempos já antigos e deram o melhor de si no combate ao fascismo e na luta pela liberdade e democracia. Outros e outras, mais jovens, abraçaram, transbordantes de emoção, a Revolução de Abril e nela se empenharam abnegadamente, ao lado dos mais velhos, na construção de um país melhor. Estamos aqui também para dizer que derrotados são só aqueles que desistem de lutar e essa não é a história dos trabalhadores portugueses. Conscientes do formidável papel dos Sindicatos na construção de uma sociedade mais desenvolvida, justa e solidária, não podemos deixar de pensar num sindicalismo de classe, fundado na autonomia e na independência perante o poder político, permanentemente orientado pela afirmação democrática nos seus processos e práticas. Sindicalismo construído no respeito pelas diferenças e na incessante procura da agregação consciente das vontades. O passado e o presente dos que aqui se encontram, irmanados no longo, complexo, contraditório, exaltante movimento de transformação da sociedade portuguesa, obriga-nos a afastar de nós o pessimismo e a descrença, porque nós “temos nas nossas mãos o terri poder de recuar” (M. Torga) e de dizer NÃO à política deste Governo e de arremessar contra os vendilhões de Abril o grito da nossa certeza de que “Terra pátria serás nossa (Carlos de Oliveira) E fazê-lo com toda a esperança, porque ela só morre nos que se derrotam a si próprios. E nós não somos desses. Somos os bandeirantes do futuro e o futuro tem o tamanho e a cor das nossas mãos! Mãos tecedeiras de uma terra sem amos, a sonhada pátria dos trabalhadores. É esse futuro que no XI Congresso da CGTP-IN nos vamos prometer. Porque nós habitamos o mundo e o mundo é a nossa tarefa (M. Gusmão)
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