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AEA/AIA contesta swap da taxa de juro do Santader Totta
A Associação Empresarial Águeda (AEA/AIA) pediu ao presidente do conselho de administração do Banco Santander Totta “a anulação dos contratos de swap de taxa de juro efectuados para cobertura da totalidade da dívida dos clientes”.
O Santander Totta, diz a associação liderada por Ricardo Abrantes, “criou falsas expectativas aos clientes a quem vendeu o produto”, que “foi comercializado pelos colaboradores do banco, como sendo isento de risco e, hoje, sabemos que é um produto de elevado risco e de pura especulação”. Os clientes estão a pagar taxas de juro efectivas de 8 a 10% e juros pela não dívida. Ou seja, “por plafonds não utilizados, ou outras que não configuram dívida efectiva”, incorrendo em prejuízos incalculáveis. Os clientes que rescindiram antecipadamente o contrato “suportaram o prejuízo de centenas de milhares de euros”. Ricardo Abrantes refere que “é falso que os clientes tenham pedido este produto”. E frisa que “terá sido alegadamente impingido pelo banco e as centenas de PME’s que o subscreveram nunca o fariam se o banco tivesse alertado para o alto risco do produto”, um produto de “pura especulação”. O documento enviado ao presidente do Santander Totta, frisa que “há inúmeras reclamações de clientes”, de todo o país o que “em nossa opinião, revela uma conduta repreensível, condenável, cheia de vicissitudes e de atropelos à lei”. O lucro de 523 milhões de euros que o Santander Totta apresentou em 2009, diz a AEA/AIA que “em parte se deve a estes contratos, onde, à conta de alegadas irregularidades, violações e atropelos à lei, consegue apresentar lucros recordes”. A associação, a concluir, formula “a expectativa que o Banco demonstre, a curto prazo, abertura para a resolução do conflito que o opõe a inúmeros clientes”. “Sabemos que vários casos estão sob investigação da CMVM, mas acreditamos que o bom senso imperará, para anular os aludidos contratos de swap de taxa de juro”, frisou.
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