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As comadres começam a zangar-se, digerindo mal a crise que a todos ataca. Os autarcas locais, no congresso da ANAFRE, deram um rotundo não ao projecto de fusão e extinção das autarquias locais. A reforma do ministro Relvas foi contestada e assobiada. 1 - Os 1.300 delegados do 13º. Congresso, em Portimão - cerca de 20, de 8 freguesias de Águeda - não estiveram pelos ajustes do falar fácil, aligeirado e de cotovelos de Miguel Relvas e, vivamente, reafirmaram-lhe a sua contestação ao projecto de reforma da administração local, dizendo-lhe na cara que “não significa ganhos de eficácia, nem respeita a vontade das populações”. 2 - Não respeita a vontade das populações. É isso mesmo. Nem sequer foram ouvidas. O que o ministro Relvas diz não é proposta, é decisão. É autismo. Este governo, como qualquer outro que governe lá de cima, apoltronado em luxos e sem conhecer, minimamente, as realidades locais, bem merece que lhe ponham o dedo no nariz. Assim fizeram os autarcas locais. 3 - Os eleitos da Assembleia Municipal de Águeda que se dispensaram de reunir à segunda-feira, por ser véspera de dia de trabalho, aceitaram reunir à terça - véspera de dia de trabalho e antevéspera de feriado. Alguma coisa não bate certo: ou foi brincadeira (não acredito), ou um teste ao funcionamento do órgão deliberativo municipal. 4 - A Banda Castanheirense há 115 anos que faz o milagre de semear e multiplicar a cultura nas serras de Águeda. É um exemplo notável de persistência, de competência e de partilha de gerações de castanheirenses. A sua gente merece farto aplauso. - CV
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