Requien por 1000 freguesias
A troika disse, o governo assinou e assim será: Portugal vai apagar do mapa cerca de 1000 freguesias, conforme critérios e parâmetros já estabelecidos e publicados em lei. Sócrates, primeiro, e Passos Coelho, agora, o ex-governo do PS e o actual de coligação PSD/CDS, são os responsáveis e cangalheiros da morte anunciada de quase um milhar de autarquias locais, a concluir até Outubro próximo e que tem, na Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa (órgão criado esta última 4ª.-feira na Assembleia da República), a entidade que acompanhará a conformidade das propostas que as Assembleias Municipais deverão enviar para o Governo. Mas se Lisboa foi, mesmo antes da troika, a autarquia a desenhar e aprovar uma drástica redução das suas freguesias, constata-se hoje, um pouco por todo o país, um debate sobre esta questão, esclarecendo e envolvendo as populações, evitando desse modo que fiquem orfãs da "sua terra”, de um dia para o outro, através da notícia de um qualquer decreto administrativo do Terreiro do Paço. Assim sendo e porque a democracia directa é um dos slogans tão apregoado na nossa praça, é estranho que as forças partidárias locais mostrem tanto receio em protagonizar o debate sobre o futuro da 20 freguesias de Águeda só porque, dizem alguns, isso trará prejuí-zos nos votos das eleições autárquicas do próximo ano. O poder local, em Portugal, está a caminho dos 40 anos e é mais que tempo de ser adulto, também na nossa terra. E como se espera de quem lidera que vá à frente, é ao PS, a força no momento no poder em Águeda, que cabe promover o debate sobre as nossas freguesias e encontrar com a sua gente, a melhor e mais acauteladora proposta para o seu futuro. Não é assim, Beatriz? n JNS.
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