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O país tem dúvidas atravessadas na garganta. O ministro Relvas pressionou, ou não pressionou uma jornalista? Balsemão foi, ou não foi espiado? Devemos, ou não devemos abandonar o euro? 1 - As dúvidas de quem não sabe o que fazer (porque não sabe mesmo) são sistémicas, epidémicas e repetitivas! Tivéssemos nós um governo esclarecido, obstinado, capaz e competente e não sentíriamos estes constrangimentos que nos atormentam a alma e empobrecem a carteira. 2 - O Hospital de Águeda vai ou não vai perder o laboratório de análises clínicas? A questão é redundante e uma perda de tempo. Não temos, lastimavelmente, quem nos responda seriamente a essa pergunta e os políticos locais, por via disso, andam por aí feitos lobisomens, a vaguear entre o praguejo e a inutilidade. Valeu alguma coisa a ameaça do presidente da Câmara sobre o prazo de 24 horas para o Centro Hospitalar do Baixo Vouga dar uma resposta? Vão valer alguma coisa as reuniões extraordinárias da Câmara e da Assembleia Municipal? Antes valessem. 3 - Os comerciantes queixam-se dos prejuízos decorrentes das obras da alta da cidade. Queixam-se e ainda não fizeram contas aos dois anos que vão ter pó e maus acessos às suas lojas. Portanto, de gestões deficitárias. Valerá a pena protestar? Há casos em que vale mais não perder tempo. É aguentar e calar. Manda quem pode e foi eleito. E ponto final. 4 - O Lions continua a afirmar-se como clube de serviços e apoia os mais necessitados. O que dão não será suficiente. Não é. Mas o seu trabalho é notável. Merece aplausos. - CV
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