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Um novo 25 de Abril, já!!!

por Salvador Rodrigues em Outubro 28,2010

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Definitivamente, somos um povo acomodado. De tal modo, que aplaudimos políticos que nos tramam, nos empobrecem e nos pedem sacrifícios por causa da sua má governação.
Há quanto tempo não temos tribunos de oratória ética, de defesa dos concidadãos, de luta objectiva pelos interesses da sua região e do país, que não os pessoais?
Não conheci a monarquia, nasci muito depois, portanto não posso afirmar que fosse um regime político bom ou mau. Se analisarmos as virtudes que teria, ou não, é exactamente como hoje, numa República que se queria mais democrática, o regime da evolução.
Quantos não andam por aí a profanar a república no seu centésimo aniversário?!
O 25 de Abril foi desencadeado para melhoria de vida, para mais liberdade, pelos direitos humanos, por uma sociedade mais justa. Porém, volvidos todos estes anos e retrospectivando, pergunto-me: que liberdade, que democracia, que igualdade?
Já nem caio na tentação de comentar tudo quanto sai na internet sobre os soberanos, príncipes, condes e barões que pululam na nossa sociedade, dita de igualdade social, salarial e de oportunidades, dos seus parentes e afins.
Hoje, vivemos com o coração nas mãos. É terrível a perspectiva da bancarrota nacional. Temos um Primeiro Ministro a reclamar responsabilidade para o “seu” orçamento de Estado, acolitado pelo ministro das Finanças, prontos a negociar numa “democrática” de “tem que ser como nós pensamos”.
Gostava imenso que os nossos sucessivos Presidentes da República, primeiros ministros e outros políticos, me explicassem porque é que só agora se tem que ter responsabilidade e espírito patriótico na aprovação de um Orçamento de Estado. Há 20 anos que se sabe que Portugal gasta mais que aquilo que podia, que a banca influencia o consumismo não produtivo, que o Estado e as empresas públicas pagam generosamente a políticos que nunca nada provaram. Só podemos concluir – hoje, que tanto se reclama responsabilidade - que tivémos tripa fôrra de irresponsabilidade durante estes anos todos.
Agora, todo o mundo tem receitas e soluções para a crise; todos quantos estiveram na sua génese ou que a deixaram crescer e contribuíram para ela, preocupados com as suas fortunas pessoais, a posição pessoal, os seus “boys” e familiares, sem nada se preocuparem com Portugal e os portugueses.
Onde estava o seu patriotismo e a responsabilidade quando o país se afundava em ganâncias, delapidação de património, má gestão e fabricação de tachos para os afilhados?
Não é preciso recuar mais deste ano para se ter lido na imprensa diária a distribuição de 2009 milhões de euros, em 16 empresas públicas, aos administradores, em prémios de desempenho. Com decisão em causa própria, por via de estatutos que os governos permitiram.
Num dos últimos programas de Fátima Campos Ferreira, três ex-Presidentes da República apelaram à urgente união responsável (por onde andou ela?) dos partidos, no OE e para salvação da pátria. Mas o que mais me custou ouvir – no tal centrão de interesses - foi Mário Soares afirmar que só (SÓ, notem bem…) a unidade dos dois maiores partidos nacionais podia salvar Portugal.
Mas não têm sido exactamente esses dois partidos que conduziram Portugal ao descalabro em que está?
É urgente um novo 25 de Abril.
Um 25 de Abril nos políticos. Sim, nos políticos, não dos políticos.
Terminemos com o reinado de soberanos, príncipes, condes e barões da política portuguesa.
Hoje, tenho a noção que a diferença entre Monarquia e República está no número de donos, elites e burgueses que detêm títulos, quer nobilísticos, académicos ou familiares, que nos governam.
Um novo 25 de Abril, já.



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