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O Presidente da República, os jovens e o futuro

por Saraiva Baltazar em Maro 31,2011

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O discurso do Presidente da República foi, a meu ver, oportuno, preocupado, honesto, de uma grande sensatez, alertando para as reformas que tardam em chegar e fundamentalmente, dirigido ao governo e aos jovens deste país.
Era também para os portugueses que sofrem na pele os resultados das más políticas e onde nada parece mudar para melhor!
Não foi um discurso sectário, como já alguém comentou. Foi, sim, dirigido para todos os portugueses, responsabilizando mais os políticos, que estão a desgovernar este país.
Falou também nas pequenas e médias empresas, a maior riqueza produtiva e as quem o 1º. Ministro entretanto auto-demitido nunca deu importância!
A juventude licenciada precisa de dignidade humana para criar família mais sólida e compatível com os seus valores e apela por uma oportunidade de emprego, onde possa realizar os seus sonhos nesta sociedade.
A descrença e desmotivação no investimento e a falta de credibilidade externa, não lhes garante qualquer rumo no futuro e desesperadamente, reclamam um rumo político com reformas, que criou estruturas produtivas viradas para o emprego e lhes proporcionem uma vida com mais dignidade.
Dentro do nosso país, temos jovens com ideias inovadoras, que podem contribuir para uma sociedade mais moderna e promissora e não vão ter espaço para se realizar!
A globalização vai ser o caminho e  vamos assistir, lamentavelmente, a um surto de novos emigrantes e, tantas vezes, dos mais capazes e classificados.
O nosso país, neste momento difícil, mais do que nunca precisa deles.
Há que tracar novas linhas de orientação e rumo para a nossa economia funcionar.
Está estagnado!
Estamos perante uma emergência económica, financeira e social e perdeu-se demasiado tempo em questões menos essenciais e cada vez nos afastámos mais dos nossos parceiros Europeus, porque as políticas erradas, não deixaram crescer a nossa economia.
A nível político, nunca houve uma gestão rigorosa e transparente nas políticas activas de emprego público e privado.
E o que temos agora, como país Europeu há 38 anos? - Profunda crise política à vista, por falta de consensos patrióticos, falta de cooperação entre as instituições democráticas, falta de estímulo à produtividade e desorientação nas leis laborais.
Somos um país de promessas não cumpridas, um país adiado, em autêntico estado de coma, na economia, com tensões sociais gravíssimas e com tendência a aumentarem, por falta de empregos, com pacotes fiscais a aumentarem.
A classe trabalhadora e os empreendedores não são valorizados, os mais desfavorecidos são sempre aos mais penalizados. Enfim, um país a ficar mais hipotecado já para os nossos filhos e, pior ainda, sem motivação, sem investimento e sem produtividade que possa competir e jamais podereremos honrar os nossos compromissos externos.
O povo honesto que trabalha já não aguenta mais esta carga de impostos.
Há que mudar, urgentemente, de rumo e de políticos para que não se perca a dignidade, de seremos portugueses, que merecem mais e melhor e não sejamos os mendigos da Europa.
Eu sei que a senhora Merkel, alemã, gosta de mandar em Portugal, mas não podemos, como portugueses, permitir que se perca parte da nossa soberania.
Queremos democracia em liberdade, melhor política económica e social, melhor futuro para os nossos filhos. Estar na Europa só não chega, é preciso solidariedade.

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