O Presidente da República, os jovens e o futuro
O discurso do Presidente da República foi, a meu ver, oportuno, preocupado, honesto, de uma grande sensatez, alertando para as reformas que tardam em chegar e fundamentalmente, dirigido ao governo e aos jovens deste país. Era também para os portugueses que sofrem na pele os resultados das más políticas e onde nada parece mudar para melhor! Não foi um discurso sectário, como já alguém comentou. Foi, sim, dirigido para todos os portugueses, responsabilizando mais os políticos, que estão a desgovernar este país. Falou também nas pequenas e médias empresas, a maior riqueza produtiva e as quem o 1º. Ministro entretanto auto-demitido nunca deu importância! A juventude licenciada precisa de dignidade humana para criar família mais sólida e compatível com os seus valores e apela por uma oportunidade de emprego, onde possa realizar os seus sonhos nesta sociedade. A descrença e desmotivação no investimento e a falta de credibilidade externa, não lhes garante qualquer rumo no futuro e desesperadamente, reclamam um rumo político com reformas, que criou estruturas produtivas viradas para o emprego e lhes proporcionem uma vida com mais dignidade. Dentro do nosso país, temos jovens com ideias inovadoras, que podem contribuir para uma sociedade mais moderna e promissora e não vão ter espaço para se realizar! A globalização vai ser o caminho e vamos assistir, lamentavelmente, a um surto de novos emigrantes e, tantas vezes, dos mais capazes e classificados. O nosso país, neste momento difícil, mais do que nunca precisa deles. Há que tracar novas linhas de orientação e rumo para a nossa economia funcionar. Está estagnado! Estamos perante uma emergência económica, financeira e social e perdeu-se demasiado tempo em questões menos essenciais e cada vez nos afastámos mais dos nossos parceiros Europeus, porque as políticas erradas, não deixaram crescer a nossa economia. A nível político, nunca houve uma gestão rigorosa e transparente nas políticas activas de emprego público e privado. E o que temos agora, como país Europeu há 38 anos? - Profunda crise política à vista, por falta de consensos patrióticos, falta de cooperação entre as instituições democráticas, falta de estímulo à produtividade e desorientação nas leis laborais. Somos um país de promessas não cumpridas, um país adiado, em autêntico estado de coma, na economia, com tensões sociais gravíssimas e com tendência a aumentarem, por falta de empregos, com pacotes fiscais a aumentarem. A classe trabalhadora e os empreendedores não são valorizados, os mais desfavorecidos são sempre aos mais penalizados. Enfim, um país a ficar mais hipotecado já para os nossos filhos e, pior ainda, sem motivação, sem investimento e sem produtividade que possa competir e jamais podereremos honrar os nossos compromissos externos. O povo honesto que trabalha já não aguenta mais esta carga de impostos. Há que mudar, urgentemente, de rumo e de políticos para que não se perca a dignidade, de seremos portugueses, que merecem mais e melhor e não sejamos os mendigos da Europa. Eu sei que a senhora Merkel, alemã, gosta de mandar em Portugal, mas não podemos, como portugueses, permitir que se perca parte da nossa soberania. Queremos democracia em liberdade, melhor política económica e social, melhor futuro para os nossos filhos. Estar na Europa só não chega, é preciso solidariedade.
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