header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Portugal e Águeda

por Paulo Pereira em Janeiro 19,2011

image
Iniciamos agora, em Portugal, aquela que será certamente uma das fases de austeridade mais duras da nossa história moderna.
Ao contrário do que alguns falaciosamente insistem em continuar a afirmar, penso que estamos apenas no início dessa caminhada e não perto do fim.
As gerações mais novas, como aquela a que pertenço, criadas numa riqueza virtual, terão agora de se adaptar à actual real pobreza, na qual terão de aprender a sobreviver e na qual lhes será pedido que criem as gerações futuras.
O aumento de impostos exigido resultará numa diminuição do consumo e do investimento, que inevitavelmente conduzirá à recessão e a mais desemprego.
A subida dos impostos fará também com que a fuga ao fisco se torne novamente apetitosa e que o risco volte a parecer aceitável.
Fará com que a criminalidade volte a disparar - os nossos instintos mais básicos dizem-nos que é mais fácil roubar do que morrer à fome.
Mais criminalidade (seja ela violenta ou económica) significará mais processos e, naturalmente, mais atrasos na justiça. O nosso já moribundo sistema de justiça passará a ser ainda menos célere.
Tal como a maioria dos portugueses, não sei se a vinda do FMI será ou não melhor para a generalidade de todos nós. Sei, contudo, que, provavelmente faria com a que a crise, que continua a ser paga pela classe média e média-baixa, fosse paga por todos, algo que não vislumbro que venha a acontecer no actual estado das coisas.
Por outro lado, a sua chegada traria a injecção de muitos milhões de euros na economia portuguesa. Enganam-se, contudo, aqueles que ainda continuam a acreditar em “almoços grátis”. Essas injecções de dinheiro, que podem parecer apetitosas traduzir-se-ão em pesados encargos paras as gerações futuras, cujo futuro já se vislumbra demasiado negro.
A vinda do FMI significaria não só que, uma vez mais a classe política não tinha sido suficientemente capaz mas também que o eleitorado não tem sido suficientemente inteligente para se sobrepor às mentiras que por cá fazem ganhar eleições.
Por Águeda, continua-se a gastar milhões de euros (sim, milhões!) em obras que não terão qualquer retorno económico ou social. Brinca-se às ciclopistas, aos açudes, aos centros de artes e às TV’s e Internet’s municipais, de uma forma que faz pensar que a crise é apenas no país do lado e que não temos nada a ver com isso.
É hora de dizermos basta. Penso que já ninguém duvida que é impossível continuar a alimentar tanta incompetência e regalia. É hora de cada português assumir a responsabilidade que lhe é conferida no direito ao voto.
Portugal pode ter muitos problemas de corrupção mas os senhores e as senhoras que se sentam em S. Bento foram eleitos com votos dos portugueses, em eleições, livres, democráticas e transparentes.
É tempo de exigirmos responsabilidade a quem confiamos o nosso voto. Doutra forma, a liberdade de escolha de que dispomos pouco ou nada nos ajudará.
Com tudo isto, interrogo-me: como estaremos nós daqui a um ano?!



1912 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados