|
Seces
Arquivo
|
|
| 2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
Sab |
Dom |
| | | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | | 27 | 28 | 29 | 30 | | | | |
Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter
Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
|
Clube da Venda Nova: Vamos já tratar dos contactos
Acabaram as eleições e já começaram a aquecer os ânimos para outras. Uma pré-campanha começa no rescaldo de outra campanha alegre, que acabou com a vitória de quase todos os concorrentes. E o povo diverte-se com as piruetas histriónicas dos candidatos e dos candidatos a candidatos que querem protagonismo. Para o Clube da Venda Nova, surge uma candidatura independente, não alinhada. “Vamos ter um problema grave para resolver”, disse, com ar grave, o Agridoce, para o José Vidigal dos Rosas, disfarçados numa mesa a um canto de um restaurante, para não serem incomodados pela comunicação social. “É a questão da candidatura independente da Alexandra...”. “É, de facto, preocupante que alguma alternância, pouca, que tem estado na nossa mão, possa perigar”, respondeu o Vidigal, acrescentando: “E acontece que elas já têm ideário, doutrina, e dizem que o objectivo principal da candidatura é renovar, revolucionar Águeda...”. “Tem que causar alguma apreensão”, concordou o Agridoce. “Vamos supor que têm as forças armadas ao lado delas, a guarda republicana, sei lá... podem até instalar uma ditadura e criar uma polícia do regime e uma milícia”. Pararam para pensar por momentos e o José Vidigal quebrou o silêncio e disse, a coçar a cabeça: “Só há uma maneira de exorcizar esse mal, que é fazermos uma coligação, uma espécie de bloco central...”. “Qual bloco central?”, interrompeu o Agridoce. “Isso não chega! Temos que arranjar uma frente alargada, uma task-force e tem que se juntar a nós toda a gente, os da direita e os da esquerda burguesa e proletária, os trotskistas, os libertários, os acráticos...”. “Tem razão, vamos já tratar dos contactos, é urgente...”, disse o Agridoce, pensativo.
*** * ***
Estrénuos, abnegados, os arautos do povo sentaram-se outra vez na assembleia do Clube e lá falaram em bom tom e som do diagnóstico e tratamento das maleitas do concelho. Intervenções várias e com algum dramatismo. “Eu admito a prostituição”, afirmou, do púlpito, o deputado António Martírios. Mas, disse, “repugna-me é como ela se manifesta. As mulheres que levam essa vida, deviam andar vestidas de freiras, escondidas e os homens indignos que se tentassem por essas pecadoras, bem poderiam ir à Internet e socorrer-se do sexo virtual”. “Também acho – disse o Gil Pedalais – é feio ver mulheres bonitas, bem vestidas, ataviadas, pelos pinhais a estragar o mato...”. “E sem pagar impostos!”, gritou o Lenine, num lamento. “Essas mulheres deveriam estar em casas limpas, fiscalizadas pela ASAE, pagarem água, luz e saneamento e passarem recibo verde...”. “Você é de outro tempo”, respondeu o Vidigal. “Então não gosta de as ver quase tão nuas como as árvores, a enfeitar a floresta? Olhe que até fazem jeito para prevenirem os incêndios!...”. O Lenine, abespinhado, retrucou: “Você nunca admite nada do que eu diga, isso não é democracia, é ditadura!”.
879 vezes lido
|
|
|
|
|
|
Os artigos mais divulgados
|