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Piano, piano se va lontano

por Manuel José Homem Mello em Dezembro 23,2008

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Deixem-me parecer que domino o italiano - o que é totalmente falso  - para exteriorizar a alegria que senti ao tomar  conhecimento do sucesso obtido pela cimeira europeia de Londres. É certo que com as dificuldades já habituais e as ameaças de ruptura de última hora, è certo que o caldo europeu esteve uma vez mais para se entornar desbaratando o imenso trabalho que entretanto já se realizou. A verdade é que os políticos acabam por se revelar mais sensatos e responsáveis do que muitas vezes julgamos, logrando consensos e tomando atitudes positivamente surpreendentes. Estamos todos de parabéns: quem manda porque esteve À altura das circunstâncias; quem obedece porque desta vez soube aceitar ser obedecido.
n SARKOSY: É de salientar a feliz coincidência de ter cabido à França a presidência rotativa da União numa fase crucial e que essa presidência rotativa tivesse podido ser protagonizada por um verdadeiro líder, o que não acontecia há vários anos. Nicolas Sarkozy foi, na verdade, o homem certo para o lugar certo. O seu dinamismo, o seu carisma e a sua dialéctica revelaram-se fundamentais para se conseguir os resultados que poucos acreditavam serem possíveis alcançar. Não exageremos porém. Se o presidente francês foi o motor da cimeira a verdade é que todos os demais participantes também estiveram À altura da situação merecendo os devidos aplausos pela respectiva quota parte do êxito alcançado.
Merece ainda salientar que tudo quanto se conseguiu foi também uma vez mais pela via democrática ou seja pela exteriorização da vontade popular através de representantes livremente eleitos.
n NOVA EUROPA: A caminhada para a paz iniciada pela Europa após o termo da última grande guerra representa um bem tão inestimável que começa a ter-se a convicção de havermos chegado à forma pacífica habitual de convivência entre os diversos países, desses mesmos que se guerrearam ferozmente ao longo dos séculos.
Ora este clima de paz em que temos vivido passa já de meio século, não encontra paralelo na História, porque é a primeira vez que se consegue reunir sob a mesma bandeira, a mesma moeda e ausência de fronteiras um tão grande número de Estados, ainda que alguns não estejam totalmente integrados e continuem a ser dirigidos por governantes eurocépticos. Esta Unidade na Diversidade é efectivamente a grande, a enorme, a inultrapassável diferença entre a nova-velha Europa pacífica e democraticamente construída
e as façanhas militares e sangrentas dos César, dos Carlos V, dos Bonaparte, dos Hitler, dos  Stalin e tuti quanti que procuraram  realizá-la  a ferro e fogo.
Mas a realidade europeia não é apenas geopolítica. É também cultural. As sombras do passado são iluminadas pelos mais altos vultos da intelectualidade humanística.
Foi aqui, nesta nossa Europa que viveram, ensinaram e se ilustraram europeus como  Platão, Cícero, Dante, Erasmo, Da Vinci, Marx, Cervantes, Camões, Montaigne, Espinosa, Newton , Kant, Hegel, Nietzche, etc., etc., para encerrar com chave de ouro, Mozart e Beethovan, Shakespear.
A Europa foram e são todos eles e tantos mais. Afinal, todos nós. n  MJHM
Director Honorário SP


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