Na corda bamba
A EUROPA faz-nos recordar outras situações analógicas: ora se comporta como aquele boneco cuja característica básica é acabar por se manter de pé, quando parece iminente a impossibilidade de se aguentar - daí chamar-se “sempre em pé...” -, ora se identifica com as cordas bamboleantes que os equilibristas circenses utilizam de modo a darem a impressão de que se estatelam no solo e afinal continuam a aguentar-se até ao termo do percurso. Desta feita, uma vez mais aconteceu. A Europa voltou a estar a escassos metros (ou mesmo centímetros) do precipício destruidor. Por mais que custe aos euro-pessimistas a Europa conseguiu ultrapassar, porventura o maior dos obstáculos que até agora ameaçaram a sua continuidade. Na realidade, parece impossível mas é verdade: os euro-pessimistas continuam a procurar tolher o passo à construção da “nova-velha Europa”. Uma “nova-velha Europa” sem a qual teríamos (ou teremos)” o regresso ao ciclo infernal das carnificinas nacionalistas que a ensanguentaram ao longo dos séculos. Salvar a Europa será, ou representará, a salvação de muitos dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos. n MJHM Director Honorário SP
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