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O que compramos - para comer, para beber, para sobreviver... - custa-nos mais 1% desde 1 de Julho. E como isto da moral ou a há, ou comem todos, tanto paga o pobre como o remediado ou o rico! Ou até os que estão sentados à mesa do orçamento - prebendados por padrinhos bem almofados no poder e acolchoados em tesourarias que não lhes saem do bolso e, por isso, podem gastar à fartazana. 1 - Enquanto isso, desce a oferta de serviços sociais: as despesas de farmácia são menos comparticipadas, as reformas ficam mais longe, o serviço público de saúde tem cada vez mais portas fechadas, os combustíveis e os transportes estão mais caros e, quanto a estes, paga Zé Povinho se queres scutar em vez de circulares em asfaltos remendados do século passado. 2 - Aumentou o IVA e pagamos mais 1,5% de IRS. Isto é: o Estado escanzelou as contas, deve mais do que pode, está a auto-destruir-se, mas qual quê?! Cuidou de emagrecer as despesas, de cortar prebendas a gestores, assessores e companhias? Nada disso! O Governo continua a assobiar para o lado e a papaguear um Portugal irreal - que não é o que os portugueses sentem na carne e na alma, na saúde, no supermercado, na economia e no estômago. Isto um dia há-de parar! 3 - Águeda anda embriagada de boatos e de pedras escondidas no bolso do anonimato. Não se descansa nem promove o seu futuro. Não! Acusa-se! Águeda, que se devia discutir com serenidade e descomprometimento, insulta-se e diminuiu-se. Fragiliza-se. Águeda empobrece com estes jogos de sombras delatoras. 4 - Águeda, enquanto tudo isso e de outro jeito, anda agitada com festas. Vive-se nas dúvidas e nas dívidas, mas com fartas alegrias no arraial.n CV
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