SP 8644
A euforia da festa do Leitão já lá vai - diz a ACOAG, que, com 50.000 pessoas nos cinco dias!... - e voltamos ao dia-a-dia que a todos nos preocupa. A Associação Empresarial de Águeda (AEA/AIA), por exemplo, faz um balanço negro da situação e não esconde o dedo com que acusa o Estado. O Estado que não paga aos fornecedores em tempo devido. 1 - O Estado, que devia ser pessoa de bem e honrar os seus compromissos, afinal, balda-se quanto pode e quem “paga” são os fornecedores. “Para exigir, deve cumprir...”, diz a AEA/AIA. Diz bem, mas se calhar não é ouvida. 2 - O rol de queixas dos empresários de Águeda estende-se ao custo da energia, aos acesso, aos financiamentos e juros bancários, aos impostos, à justiça, por aí fora... E, afirma a AEA/AIA, os empresários sentem-se bloqueados, sem se poderem desenvolver. Paulo Portas, que prometeu levar as queixas ao governo, levou que contar. E talvez se lembre dos tempos que, estando ele no Governo, o Estado também não ouvia os empresários de Águeda. 3 - Recardães vive “em estado de sítio”, por causa de um assaltante, que age impunemente - sabendo- -se, embora, quem ele é. O Estado, que se diz de direito, não age. Não garante a segurança das pessoas e bens. Mas é esse mesmo Estado, que nos suga impostos e fragiliza o rendimento das familias tornando-nos mais pobres. 4 - O Préstimo pode ficar mais pobre, assim feche a Extensão de Saúde - como está pré-anunciado. O seu povo, já discriminado pela natureza da sua desertificação territorial e populacional, poderá deixar de ter dentro de portas uma das suas riquezas: a saúde. Disso se queixará também Macieira de Alcoba - ainda mais distante da assitência médica, que terá de a procurar em Valongo, em Macinhata ou Águeda. Muito distantes das suas portas. É este o Estado Social que temos. Vamos tendo.
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