O comilão e o Dr. Tallon
"Quando os ricos estiverem pobres, ai dos pobres!" Este dito popular espelha bem o momento presente. A Itália, a terceira maior economia da Europa, está com dificuldades e a França já decidiu cortes e aumento de impostos. Um debate há dias na RTP, com algumas das cabeças mais sábias, deixou-me confuso. Discutiam se ficava mais barato a Portugal pagar os empréstimos, se voltássemos ao Escudo. Isto é, a nossa dívida em Escudos seria mais barata e, portanto, mais fácil de pagar. Belisquem-me! Fica a errada ideia de que o problema duma família, de uma empresa, ou dum Estado que assuma a falência e que não ganhe para o que gasta será a preocupação de como vai pagar as suas dívidas! Como se a dívida do Estado português, nos últimos tempos, tivesse reduzido ou houvesse ideia de a vir a reduzir nos tempos mais próximos! Como vai viver todos os dias sem mais crédito é o que essa família, empresa ou Estado tem que enfrentar a seguir! Sair do Euro?! Quem dá garantia ao financiamento do nosso sistema bancário, é o Banco Central Europeu. Como íamos comprar ao estrangeiro, se importamos muito mais que o que exportamos?! Quem garantia o pagamento das grossas dívidas dos nossos bancos aos seus colegas estrangeiros e ao próprio BCE?! "Casa onde não há pão…", lembrava-me um amigo. Pobre do país como o nosso, cujo Estado é tão comilão, que absorve mais de metade do que produzimos! O nosso Estado precisa de ir ao doutor Tallon!... ... A dieta por si só pode não resultar! n EC
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