Clube da Venda Nova: O discurso de Setembro surtiu efeito nos eleitos
Os políticos - os que assistem os cidadãos e os representam na solução dos negócios públicos – mudam muitas vezes de ideias e atitudes, adaptando-se a interesses emergentes com receio de malefícios. Na última Assembleia Geral do Clube, foi apresentada uma proposta pelo Presidente Gil Pedalais que foi aceite por confortável maioria. O que espanta é que, em Setembro, há meia dúzia de dias, a mesma proposta foi a votos e foi rejeitada também por larga maioria. “Mas há uma razão para isso – disse o Figueira Parado, na sua enérgica intervenção – o presidente não foi dialogante, mostrou o seu temperamento autocrático...”. “E bem o evidenciou quando na outra assembleia estendeu o dedo, acenou em redor e disse que sabia bem quem tinha votado contra”, continuou o José Oliva. E fez essa afirmação com voz intimidatória. “É verdade – interrompeu o Lenine de Falgoselhe – e esse gesto tem laivos de salazarismo... Eu tenho lá em casa, no quarto dos fundos, um retrato do Salazar, se eu lhe pintar umas barbas ele fica parecido com o Pedalais”. “O que vocês pretendem - respondeu o Presidente Pedalais – é manietar o Executivo e impedir que se tomem atitudes que desenvolvam a cidade e concelho. Não fizeram nada em trinta anos e agora não deixam trabalhar os outros!”. O João Val de Reira, levantou-se e disse acomodado, mas inquieto: “O que eu sei é que o seu discurso de Setembro surtiu efeito.A continuar assim a meter medo às pessoas, pode fazer o que quiser!!!
****** A drª Luisa do Mel falava com o Santos do Casarão e queixava-se, lamurienta: “Reparem bem na estátua do Conde, ali empoleirada numa peanha escura!”. “Tem razão, merecia melhor sorte”, murmurou o Santos. “Claro, o que isto demonstra é a falta de sentido estético dos homens do Clube, não se preocupam com o belo que as pessoas podem contemplar, é um perfeito despautério que a figura esteja com a cara e o sobretudo ou capota imundos e com o hotel ali ao lado, com uma fachada brilhante...”. “É, de facto, um grande contraste”, comentou o Santos “E os turistas que cá vêm, aos milhares – continuou a Luisinha – levam uma péssima impressão do País e de Águeda”. “Até os chineses que têm lojas por aí, quando vão à terra, não vão contar maravilhas”, acrescentou o Santos. “É verdade, se não lhe limparem a cara e a roupa o conde, em vez de nobre, até parece um plebeu!”. disse a inconsolada Luísa do mel.
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