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Não podemos admitir que um quadro político concorra a um quadro técnico

por Redacção Soberania em Dezembro 06,2011

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O Celestino de Almada, do alto da sua tribuna presidencial deixou acomodar os irrequietos deputados, ou membros que chalreavam e abriu a sessão em voz tunítroa.
“Estão abertas as hostilidades, os combates ou os debates. Peço-vos que usem, de vez em quando, alguns termos arrevesados, frases incomuns, metáforas ou anáforas, como em Lisboa, para que os jornais façam sublinhados e arranjem títulos de caixa alta. Se não, passa tudo despercebido”.
O Jorge Enfermeiro pediu a palavra, ainda antes da ordem do dia e disse:
“Deve ser aclamado o Presidente Gil Pedalais, pelo seu desempenho de inultrapassável sagueza e perspicácia e muita elegância nos “Prós e Contras”,  na televisão”.
“Mas eu não concordo com o que ele disse – comentou o Zé Oliva – que estava tudo criado, tudo inventado, só tínhamos que copiar o que se faz lá fora, por exemplo em Friburgo...”.
“E é verdade – observou o João Piedoso - não podemos ter um metro subterrâneo, porque não vamos esburacar a cidade, nem um de superfície, porque não temos onde pôr os carris. Mas podemos ter um com pneus, com duas ou três carruagens puxadas por um trator ou pelos cavalos do Custódio, a ligar os pontos da cidade e a cidade às redondezas, a Aguada de Baixo, ao Avelal...”.
“E para fora podemos explorar a via fluvial, porque nos querem tirar a linha do Vale do Vouga”, acrescentou a Excelsa da Corga.
“Isso seria bom, mas não se pode fazer sem uma dragagem e sem levantar a Ponte de Espinhel e teríamos que ter ancoradouros com portagem”,  observou o Manuel Tampos.
O Gil Pedalais levantou-se, cumprimentou os presentes e embebecido disse: “Sinto-me orgulhoso pela reflexão que estão a fazer sobre o que se passou e que nada tem a ver com aquilo que há a discutir nesta assembleia...”.
Mas, para torvar o ambiente ameno, levantou-se a deputada Nice Neta e interpelou o executivo:
“Deixem-de de vias fluviais e de metros de superfície, que nunca vamos ter nada disso! Devemos é debruçarmo-nos sobre este inqualificável concurso do Clube, que não visa outro fim que não seja a colocação dos boys do presidente. É lamentável!”.
“Tem toda a razão – corroborou o Hilariante Santos – não podemos admitir que um quadro político concorra a um quadro técnico. Porque se é político, não percebe nada de técnica e deve demitir-se e se é técnico nada percebe de política, pelo que também por esse motivo se deverá demitir!”
“Ora, ora! – observou o Pelé Bancário –  se fosse assim, não havia políticos em Lisboa, já se tinham demitido todos!”.
“Mas o pior é que o concurso só admite técnicos superiores, só lugares de chefia – continuou o Zé Oliva – é um técnico superior para a apanha do lixo, outro para os cemitérios, outro para as ruas e valetas... só concordo com a admissão do eletricista, é preciso manter em funcionamento o aquecimento e o ar condicionado aqui do salão! Não me posso esquecer da sauna do verão passado!”.
O Gil Pedalais esclareceu:
“Mas nós, pressentindo que pudesse haver algum reparo, procurámos alguma pessoa de outro partido para  eventualmente ocupar o lugar, até fomos à lista telefónica e às páginas amarelas, mas não encontrámos nenhum Edson, que é um nome brasileiro. E, como sabem, todas as equipas têm, pelo menos, um brasileiro!”.
E a noite ia alta, os cucos já cantavam a pôr os ovos nos ninhos dos outros, quando finalmente se começou a falar do IMI  e da derrama!

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