Duas circunstâncias deste mundo!
n Há compatriotas que lamentam amargamente ser Portugal um país periférico, em relação à Europa. Por mim, muito me regozijo: ninguém gosta de morar ao pé da casa da sogra… Bruxelas e toda a sua “entourage”, às cotoveladas uns aos outros ou por causa de fronteiras mal esclarecidas, ou por causa da Língua ou por causa da Fé, ou porque dá ideia de estar tudo muito apertado ou, como já dizia o Padre António Vieira no seu sermão de Santo António aos peixes, os grandes terem tendência para comerem os pequenos, seria o último sítio onde gostaria de ter nascido. Até mesmo a Espanha, aqui tão ao lado, sempre foi literalmente “um albergue espanhol”… No Cáucaso, que já é Ásia, e cujo mapa recortei de uma revista pela aflição que me fez, a coisa deve ser de se estar deprimido todos os dias. E aflito. Até os gregos e esses são europeus. Com um tubarão medonho chamado Rússia ao lado, abaixo e acima, como é que os outros “peixes” podem estar sossegados? A Rússia esteve dentro das “baias” uns anos, após a derrocada do Muro divisor de duas Alemanhas e o estilhaçar dos comunismos, amados ou forçados. Gorbachov e Yeltsin foram dois tipos porreirinhos, para quem, como eu, apreciou o fim da guerra fria, que era, afinal, o que nos valia, para não termos outra grande encrenca como a que nos foi servida pelo celerado do Hitler. Só que a Rússia nunca se deixou dormir. O apetite pelo grande Império esteve sempre em banho-maria e o “pudim” ficou concluído com o aparecimento na governação de um senhor chamado Putin. Aqueles olhos e aquele olhar não enganam!… Concordo que o presidente da Geórgia se “pôs a jeito”… mas que diabo, a Ossétia do sul não era sua província?… A Chechénia é que não é província russa! n Não tenho falado da campanha para as presidenciais norte-americanas, porque ainda não me “situei” em qual dos dois votaria, caso tivesse nascido nos States. Acho que as grandes potências devem ter à frente jovens de mente arejada e contemporânea. Não devem é ter jovens inexperientes, o que me parece o caso de Barack. Por outro lado, o senador Mc. Cain tem aspectos de quem está próximo a passar do prazo. Muita experiência tem ele e talvez da que adquiriu quando foi prisioneiro dos vietcongs,durante seis anos, o leve a não ser de entusiasmos belicosos… É assim uma sensação esquisita, a de que nenhum dos dois vai ser o homem providencial… Um Jimmy, um Bill, um Tom, um Dick, um Jonhy - seja, já estamos habituados para o bem ou para o mal, E isto não tem a ver com racismo, mas Presidente Obama nos Estados-Unidos não dá jeito dizer, teremos que nos habituar! O principal são as ideias e o modo de as pôr em prática e aí nem o Jonh nem o Balack me parecem por enquanto muito claros. Qual deles, como se interrogava o nosso Ruy Belo, será capaz de “à hora que o calor apertar/ir fazer chi-chi no mar?” É que, às vezes, atitudes menos limpas vêem a ser necessárias… O 11 de Setembro esteve aí e é data que me deixa sempre incomodada. n LUISA MELLO
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