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Conselhos para a nossa salvação

por Luísa Mello em Outubro 13,2010

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Veio um senhor dar conselhos ao Governo e aos portugueses em geral, por arrastamento. Estrangeiro já se vê, que nós por cá nem conselhos nem aconselhados, fora o primeiro-ministro que, como dzia o escritor italiano Pitigrilli, “não precisa de conselhos: sabe fazer os disparates sozinho”. Aliás, ao que me pareceu, e não só a mim, quem estava aconselhado a dizer o que disse era o dito cujo senhor. Aliás, simpático e bem falante, a dominar o Português perfeitamente. Pelo que todos ficámos sabedores que são precisos ainda mais impostos, mais contenções, menos exigências estomacais, menos clientes nas farmácias, menos galos adversos a cantar na capoeira. Estamos metidos e bem metidos no chamado “saco de gatos” e a culpa é dos “velhos do Restelo” que andavam há muito a agourar. Doutora Manuela Ferreira Leite, quem a mandou agourar um “não há dinheiro!” peremptório, perante as miríficas obras públicas anunciadas pelo “boss”, em tempos de sol brilhante que ainda assim não escondiam núvens disfarçadas ou ocultas? Dr. Medina Carreira, quem o mandou agourar que isto assim não ia lá das canetas, nem com canadianas? Como dizia Murphy, o da lei respectiva, quando uma coisa tem de correr mal, corre fatalmente e, no caso, não era uma corrida era uma maratona! O senhores estavam cheios de razão mas neste país passou a ser moda aquilo que tanto se criticou ao antigamente: só sabe quem manda! Ou, mais popularmente dizendo: quando um cristão fala os burros baixam as orelhas. O nosso primeiro é um cultor fanático não só das maratonas mas do “pensamento positivo”. Daqueles que acreditam mesmo - ou fingem acreditar…- que esse pensamento é panaceia suficiente para nos livrar de maus olhados. Não livrou, mas conseguiu que o tal senhor que veio aconselhar como livrar-nos deles, trouxesse a reboque o que mais jeito a si dava: aumentar custe o que custar nas receitas. Estancar a hemorragia da despesas, quais conselhos qual carapuça?! Baixem as orelhas, burros. Não sei quem são os cristãos da história mas o remédio é acatar. Acatemos pois. Quando não houver dinheiro para comer, fazemos como os nossos antecedentes da Nau Catrineta: roemos as solas dos sapatos…
AINDA A TEMPO: Bingo! Depois do recado, a sua efectivação. Pelo menos com dois anos de atraso se passou finalmente da valsa das flores ao fado da desgraçada. Pela primeira vez ouvi, o ministro das Finanças a dizer que a situação do país é muito grave. Por esquisito que pareça fiquei aliviada: alô Portugal, planeta Terra! O visitante aconselhador chama-se Angelo e foi como a visita do Anjo Gabriel: obrigou o governo a dizer sim! No que me respeita pus-me a cantar o estribilho de uma famosa canção de um grupo alentejano, Adiafa chamado: “estala a bomba, o foguete vai no ar/arrebenta fica tudo queimado!…/” Quem canta seus males espanta. E o dr. Almeida Santos, presidente do PS diz, com a maior das insensibilidades que se o governo está em crise, os cidadãos sujeitos ao “sofrimento” do dito governo também o devem estar! Um protótipo da sua apregoada solidariedade! Ou, mais toscamente falando: ou há moralidade ou comem todos!… Boa!   


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