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Qu'elle doute!

por Luisa (dra) Mello em Janeiro 25,2012

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“O problema de ter o Estado em todo o lado é que ele acaba por não estar em lado nenhum.
Eis uma evidência que os defensores do Estado Social gratuito nunca perceberam!"    
J. Pereira Coutinho - Correio da
Manhã.


Posto este preâmbulo, sigo, em patente concordância, a atacar o Governo: gente má, insensível, desalmada e, pior que tudo, sádica. Deve estar a rir-se, numa felicidade sem limites, do mal que deliberadamente inflinge todos os dias aos portugueses. Com tantas e tão caridosas alternativas a chover, quer de dentro do país quer da mamã Europa, as abundâncias que podiam por-nos à disposição!! E depois, o raio das Finanças a estrangularem literalmente a Economia! O pior é que, puxando de uma metáfora, entre  a extracção de  um dente careado e os cuidados a prestar a um enfarte agudo do miocárdio, tem de se optar entre a mazela e a morte… Sadicamente, o Primeiro-Ministro já nos avisou que vamos empobrecer. O chefe da oposição acha que dizer verdades como punhos é meter medo aos portugueses. Mandem-me ao psiquiatra, mas prefiro ter medo com verdades que andar feliz com mentiras. Como dizia o outro, não é defeito, é feitio…
Aqui chegada e com o fígado desopilado e o fel desacumulado, vamos aligeirar. Passemos a uma anedota que já vão ver que vem a propósito… Numa aldeia lá para as raias de Espanha, onde o povo, porque “levou” muitas mais vezes com os vizinhos além-fronteiras, ainda hoje os encara com pouca simpatia, realizava-se uma daquelas festas religioso/recreativas de Verão, com missa, sermão, barraquinhas, bailaricos e tudo mais a que o genuíno povão tem direito. Os espanhois do lado ocorriam em massa e a alegria era geral.
Durante a missa, sobe o pároco ao púlpito (igreja antiga…). Anuncia que vai falar sobre os fariseus. Hipócritas, falsos virtuosos, maus como as cobras…assim ao género dos espanhóis aí do lado. Debandada geral e legitimamente ofendida dos exemplares da espécie que assistiam à cerimónia religiosa. Puxão de orelhas ao orador, por parte das autoridades civis presentes: o padre não está bom da cabeça! Então espanta daqui os espanhois que vêm cá deixar tanto dinheiro?! Veja se no domingo próximo (remate da festa) pensa bem no que diz no sermão, que a nós bem nos custou que prometessem voltar! Que tinham razão, que nem se lembrara, estaria atento…  Segunda missa festiva: Hoje vamos falar da última ceia. Depois de repartidos o pão e o vinho do respasto diz Cristo aos discípulos: mas em verdade vos digo que ainda esta noite um de vós me há-de trair! Levanta-se
Pedro: Sou eu, Senhor? Não, Pedro, não és tu, fica em paz.
Levanta-se João: sou eu, Senhor? Não João, não és tu, fica em paz. Levanta-se Judas: Soy yo, Señor?! Calcula-se como terá acabado a festa… O a propósito da gracinha tem a ver com a pergunta que o nosso emigrante número UM e de luxo poderia fazer aos seus compatriotas àcerca senão de traição, pelo menos do estado em que a Nação ficou nos últimos seis anos: “C’est moi, les Portugais?” Qu’elle doute!… Foi o primeiro a saír. Os que se lhe seguirem, e serão fatalmente muitos, que fechem as luzes. Só não sei se se poderão dar ao luxo de “prosseguir” estudos em Paris!


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