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Visita certa, momento atrasado

por Luisa (dra) Mello em Junho 01,2011

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“Sócrates quer ir para eleições porque essa é a sua possibilidade de vencer Passos Coelho, humilhar Cavaco Silva e manter o seu poder sobre o PS” - Helena Matos - “Público”
O que eu tenho ouvido desde que a chamada troika desembarcou em Portugal sem armas mas com bagagem! No sentido físico - as pastas - e intelectual, as ideias… Custa-me é constatar que aquelas almas tenham conseguido detectar, diagnosticar e prescrever receitas para uma doença que o Governo andava a tratar há mais de seis anos a ben-hurons, quando a maleita estava já em estado terminal! Os governantes portugueses são mais broncos que os técnicos da estranja? Não. São é mais mentirosos. Daí, que tenha sido boa esta averiguação geral da saúde do país a remeter para os cuidados intensivos, que a quase todos nós vão deixar a pão e laranja, mas salvar da “morte” da bancarrota. Se o famoso PEC IV, que já tinha passado do ben-huron para o constipal, não tivesse sido travado a tempo, andaríamos agora pelo PEC V, VI, VII, oito e coisa, nove e tal e nós, como o cavalo do escocês, a morrer à míngua de ração e muito mais de esperança.
A troika, pelo menos, evitou a morte do cavalo (salvo seja!), endureceu (?) a ração, mas introduziu alternativas de “suplementos alimentares” que mantêm a fome mas livram da morte. E, sobretudo, sobretudo, vai permitir alguma ordem cá no cantinho, com respeito ao regabofe gastronómico de certos indivíduos, instituições, parcerias de parceiros suspeitos e sempre os mesmos, passe a redundância.
Sou das que vou pagar com língua de palmo, como aposentada da função pública, sem outros rendimentos, mas não posso deixar de me regozijar  com esta valente vassourada nos usos e costumes do que era a política de até agora. Falta de sentido de soberania do nosso Estado de Direito?! Isso começou à sorrelfa, quando nos inserimos na primitiva Europa do mercado e foi transitando para a Europa dos países, sendo que, como é natural, na ordem do mundo os mais fortes sempre pisaram os mais fracos. Et pour cause…
Sócrates, que pior que S. Pedro que negou ligação a Cristo três vezes, esteve em transe de negação de necessidade de ajuda externa quase três anos, o tal que nunca negociaria com resgates e resgatadores - palavras que assim ditas até a mim arrepiam…- veio, perante o facto consumado, comunicar-nos que tinha feito com tais instituições um bom acordo, fê-lo, como de costume… pela negação! Não vai acontecer isto, não vai acontecer aqui, não vai acontecer aqueloutro. Isto, aquilo e aqueloutro eram as malfeitorias que as Cassandras da comunicação social andavam a prenunciar. As coisas piores. Não iriam verificar-se, de certo, em virtude da sua boa negociação. O ministro das Finanças, saído do castigo do quarto escuro para onde foi mandado uns dias, esteve a seu lado com cara de rachar lenha, mudo e quedo que nem um duque de paus. Espectáculo deprimente!
Sem entrar noutras minudências, que o espaço não chega, parece que vai ter de reduzir-se em 15% o número de entidades que estão no perímetro do vários Orçamentos do Estado. Só 15%?! Bondade vossa, senhores das pastas fiscalizadoras!
No rescaldo do debate Sócrates- -Portas. Sensação imediata: o primeiro pirou de vez! Os manicómios estão cheios de gente a pensar que é Napoleão; este senhor deve pensar que é o Messias…


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