É fartar vilanagem
A Inspecção Geral de Finanças, numa auditoria feita aos CTT, descobriu que o presidente da empresa recebia dois ordenados. E deu do facto conhecimento à Procuradoria-Geral da República. Mas como é isso possível? Um pouco da história desse cavalheiro revela que ele foi nomeado para aquele alto cargo da empresa pública em Junho de 2005 sendo, ao tempo, um alto quadro da PT com um salário de 22,9 mil euros… Natural seria que, com essa nomeação, ele se desligasse da PT. Mas não. Socialista espertalhão limitou-se a fazer um acordo com a PT de suspensão de contrato de trabalho, sem perda de remuneração… Ou seja, continuou a receber da PT os 22,9 mil euros mensais, em acumulação com os 15 mil euros de remuneração, agora como presidente dos CTT… O que se manteve até 2007… Segundo a IGF esta situação era eticamente reprovável, ainda que possível do ponto de vista legal… Estou agora com grande curiosidade em saber o que vai dizer da situação a Procuradoria Geral da República. Mas, dirá mesmo alguma coisa?... E, ao que parece, não foi apenas o presidente dos CTT apanhado na “rede”. Havia mais, pelo menos uma senhora, administradora da Tourline… E interrogo-me: Que leis são feitas pelo governo socialista que conduzem a situações destas? Será que os senhores Zeinal Bava/Granadeiro desconheciam a situação? Cabe-lhes naturalmente defender as práticas de boa gestão na PT. E por isso recebem anualmente chorudos prémios de gestão que não seriam contestáveis até se conhecer esta situação… A par do senhor presidente dos CTT, ficam ambos muito mal na fotografia… Mas o pior de tudo isto é que, desde 2007 até hoje, o dr. Mata da Costa se manteve à frente dos CTT e só recentemente renunciou ao cargo, indo certamente para casa com uma reforma daquelas milionárias em que a PT é pródiga… O ambiente em que vivemos é propício a estes desmandos de uns tantos socialistas sem escrúpulos enredados numa teia de interesses de que ninguém os quer libertar… E dizem eles que vão melhorar as condições de vida dos portugueses… De alguns portugueses, sem dúvida… Agora da população em geral é que não acreditamos… Valha-nos Deus! n ARMANDO ROCHA
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