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Os pesos e as medidas

por Manuel José Homem Mello em Setembro 03,2008

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Muito raros hão-de ser os dias em que os líderes políticos-quaisquer que sejam-desistem de Invocar o respeito  pelos princípios segundo os quais procuram nortear as acções que desenvolvem. Mas não tão menos raros assim quando essa invocação coincide  precisamente com o desrespeito pelos princípios que apregoam. Na realidade a actuação política adopta constantemente a capacidade de seguir o exemplo dos camaleões mudando de aspecto consoante mais lhes convém.
Nestes últimos dias, então, temos assistido a um autêntico festival de fogo de artifício e de desrespeito pelos princípios ao mesmo passo que se invoca o respeito pelas convicções.
Com descarada sem vergonha,  a comunidade internacional tem distribuído a esmo, à esquerda e à direita, prémios e reprimendas consoante as conveniências políticas, mas sobretudo as vantagens económicas  daqueles que dominam os areópagos internacionais.
Quando assistimos a votações como a da semana passada  a  condenar a situação política na Birmânia, cujo regime é acusado de intoleráveis atentados à democracia, enquanto, por exemplo, permanece imóvel o status quo na Arábia Saudita, onde o ser-se mulher é já de si uma autentica afronta à dignidade humana, quando tais coisas acontecem, repito, dá vontade de rir por não poderem ser levadas a sério, mas ainda dá mais vontade de chorar por que significam  que o respeito pelo próximo não passa de um logro que leva à possibilidade de conviver com uns enquanto se nega a capacidade de  convivência com os outros.
Alguns breves exemplos: Pinochet, que aliás esteve longe da santidade, foi lançado no inferno do opróbrio cívico, enquanto Fidel Castro era aclamado como exemplo de guerrilheiro,  estilo João Telhado, que roubou aos ricos para enfartar o bolso dos pobres.
Estaline foi, certamente, um dos mais cruéis déspotas gerados pela humanidade e todavia foi Hitler o até agora “eleito” como tal, não apenas por ter vencido a guerra e o 2º. ter capitulado, mas porque o soviético foi considerado como o pai da esquerda e o alemão como símbolo das ditaduras da direita!
Como se houvesse bons e maus tiranos e boas e más ditaduras. A verdade é que são todos péssimos.
Alguém acredita que se cometem mais atentados aos direitos humanos no Zimbawe de Mugabe do que na China dos descendentes do famigerado Máo Tsé Dong?
E a democraticidade de Chavez será mais aceitável do que a de qualquer outro ditador de pacotilha que por aí ande a fazer das suas?, como por exemplo esses “sucessores” da união soviética que continuam na mesma senda dos “mestres” por esses kurdistãos e cavaquistãos  situados nessa imensa Ásia Menor?
E, todavia, veja-se o que recentemente tem acontecido em Portugal com o nosso grão mestre de Democracia?! Por uns barris de petróleo passa-se o diploma democrático ao demagogo das Caraíbas!
Como gritou o grande Cícero”: “Ó tempos! Ó costumes!”.
Porque há-de sempre haver dois pesos para as mesmas medidas?!
n M. J. HOMEM DE MELLO
Director Honorário de SP


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