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Dez anos e pouco mais

por MJHM em Fevereiro 25,2010

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Se  percorrermos com algum cuidado  as derradeiras décadas do século XX e prosseguirmos  a busca até aos nossos dias, não será difícil chegarmos à conclusão de que é praticamente impossível que um líder «democraticamente eleito» consiga manter-se no poder mais de dez anos ininterruptos.
Mas a verdade é que mesmo para ser este caso uma regra, também deverá comportar a devida excepção. Nem aquele que quase unanimemente é considerado como o estadista do século (Churchill) conseguiu ultrapassar o referido prazo. Nem De Gaulle. Nem Adenauer. Nem  Gonzalez, Nem Blair. Nem Soares. Nem Cavaco. Nem Margarete Thatcher. Nenhum deles. Apenas Roosevelt se manteve no poder mais do que a referida conta. Mesmo assim, em circunstâncias peculiares, devido à Guerra. Agora, já seria impossível porque a Constituição norte-americana limitou, entretanto, a dois, os mandatos presidenciais. Assim, só aqueles que não aceitaram, ou se preparam para não aceitar, a legitimação  do poder através do sufrágio fidedigno é que se borrifam nos limites temporais do poder que exercem. Para esses, os 10 anos não são levados em conta. Guardam o poder como coisa sua, considerando-o legitimado, seja pela força, seja pelo ludíbrio, seja  pelos laços familiares ou, então - cúmulo dos cúmulos - pela origem divina (omnis  potestas a Deo).
Salazar, Franco, Hitler, Mussolini, Vargas, Peron, Princípes, Reis e Califas, etc., etc., foram apenas  exemplos daqueles últimos entre todos os demais. E  a “barreira” dos dez anos (claro que mais mês menos mês) foi ultrapassada,  quase sempre não por iniciativa dos adversários de quem detinha o poder mas pelos próprios correlegionários. Como reconheceu Salazar, “o poder cansa, gasta e desgosta os que o suportam mesmo quando não há razão”. Ele sabia do que falava, embora  para além da consciência dos inconvenientes resultantes do imobilismo, nunca tivesse aceitado partilhá-lo, ou a ele renunciar. Como se se tratasse de um caso amoroso,  que os protagonistas sabem perfeitamente que acabará mal e, todavia, não conseguem libertar-se da atracção mútua que os domina.
Ora, o actual 1º. Ministro chegou  ao que se pode chamar  a “linha de água”, a partir da qual a continuidade começa a dar sintomas de saturação susceptíveis de conduzir ao naufrágio.
E, então, acontecem, a curto prazo, uma de três coisas: ou parte por vontade aparentemente própria, ou por imposição dos adversários, ou pela perda de confiança dos correlegionários...   
Como  e quando, não se sabe ao certo. Sabe-se apenas que partirá e a curto prazo. Como sucede aos velhos  “quando  a  morte, em breve, os vier  buscar”.

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