Os jogos Olímpicos, o desporto e a política
Confesso que li mais do que vi na televisão, sobre esse grandioso e universal espetáculo, que têm sido as Olimpíadas de Pequim. Os chinocas capricharam e quiseram mostrar ao mundo que são eles a dar cartas e que o mundo se prepare para o que aí vem... Do pouco que tive oportunida-de de ver, o espetáculo de abertura irá ficar na memória dos biliões de pessoas que, de uma forma ou de outra, tiveram o privilégio de assistir e recordar, para esta, para a outra e para as seguintes vidas que possamos, eventualmente, vir a ter. Jamais será esquecido! Um espetáculo grandioso, pleno de magia, de efeitos especiais e de significado, que muito deve orgulhar aquele povo milenar... Mas, comecemos pelo meio (da conversa). Vasculhando a História, ficamos a saber que a primeira Olimpíada aconteceu no Peloponeso, em Olímpia, situada na confluência entre os rios Alfeu e Giadeo, no ano de 776 a.C., em honra a Zeus e compunha-se de diversas provas, como o lançamento do disco, corridas diversas, saltos e a famosa maratona. O primeiro vencedor de que há memória, foi Coroebus, na 194ª Olimpíada. O ideia do relançamento dos Jogos Olímpicos, aconteceu em 1896 e foi seu pai, o Barão Pierre de Cobertin, tendo organizado os Primeiros Jogos da Era Moderna, incialmente, apenas constituídos por homens. Já de há muito se perdeu o espírito são e os ideiais que presidiram ao relançamento dos Jogos. A política, os interesses e a batota têm vindo a desempenhar um crescente protagonismo no evento, retirando muito da mistica inicial. A título de exemplo, veja-se, nos dias de hoje, para além da questão tibetana, o que está a acontecer na Ossétia do Sul, transformada em palco de guerra, na agenda dos políticos, para esta altura, tendo em conta que será na Rússia, onde irão acontecer os próximos Jogos Olímpicos de Inverno. Quantos ao Jogos, própriamente ditos, quem não terá começado já tão bem, face às expectativas que a comunicação social gerou (sempre ela, a traidora!...), foi a nossa extensa selecção olimpica, que, em especialidades prometedoras, como o judo, foi vendo esfumar-se a cor das medalhas. Grande parte das nossas esperanças, reside agora, no Atletismo. Obikwelu foi a nossa primeira grande desilusão, na velocidade. Prometendo demais e ficou-se pelas meias-finais. Também prometeu um nunca mais...e a ver vamos. O nosso Arnaldo Abrantes, também não se deu bem com os ares poluidos do Sol Nascente e... marcou passo e Naide Gomes, afundou-se. Quem se salvou do naufrágio lusitano, foi a Vanessa Fernandes, que alcançou a medalha de prata no triatlo. Ainda resiste uma pequena jangada, a prometer vencer este temporal, onde se ainda vislumbram Nelson Évora e uns pouco mais. A ver vamos, A bem da Nação.
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