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Fim de feira!…

por António Silva em Julho 23,2008

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Já por várias vezes falámos deste assunto e de pouco ou nada valeu. Hoje, voltamos à vaca fria, como diz o povo, para ver se conseguimos alertar quem responsável por aquele espaço, para o estado em que ele fica, às vezes, no fim-de-semana.
Numa manhã de um dos últimos domingos, manhã ventosa, diga-se, passámos por lá e o que vimos criou em nós dois sentimentos paradoxais: alegria e tristeza!
Alegria por pensarmos que a quantidade de sacos plásticos a esvoaçar por centenas de metros e muito para lá do perímetro da feira, corresponde às vendas e, a ser assim, são um indicativo de que em Águeda, pelo menos ao sábado, ainda se vai fazendo negócio.
Tristeza, pelo aspecto sujo em que fica uma das mais importantes entradas da cidade, transportando-nos, por momentos, a uma qualquer praça ou feitoria africana medieval, sentimento agravado pelo que tardam os serviços de limpeza, a limpeza da sujeira que os comerciantes (?) fizeram: levam os euros, deixam o lixo que há-de ser removido à custa dos nossos euros; os euros dos nossos impostos!
A verdade é que se Águeda quer, e bem, fazer daquele local a sala de visitas da cidade, tem que ser diligente na limpeza, a custas nossas ou dos feirantes, mas que o seja, porque quem por ali passa, num daqueles dias, o que vê não é a sala, é a estrumeira!
Conhecemos, genericamente, o mundo, de lés-a-lés, e sabemos que este género de mercados, têm milénios de história, história arreigada nas pessoas, por mais atrasada ou erudita que seja a cultura e a condição social dos povos. Dois aspectos que logo se identificam, pela limpeza!
Da Ásia às Américas, como da Europa às Africas, as feiras e mercados rurais estão presentes em todo o lado, com hábitos impre-gnados no âmago das gentes. Fazem parte da sua vida e, de acordo com os usos, costumes e educação, se identifica, quase sempre, a génese de cada povo. E nós, portugueses, vá lá saber-se porquê, parecemo-nos mais com o Norte de África e menos com o Norte da Europa, sem que isso deva ser interpretado como um elogio!
 Quem não ouviu falar dos típicos mercados árabes, cujas condições, de alguns, por tão impróprias, nos abstemos de descrever, ou de um mais específico e badalado Mercado Persa, cantado entre nós e que reflecte em movimento e sons, tempos e costumes imemoriais na terra dos Ayetolas e muito antes destes?
As nossas feiras têm inspiração árabe e, inicialmente, resumiam-se ao comércio, ou simples troca directa, de produtos caseiros.
 Hoje, são gigantescos “supermercados de rua”,  onde podemos encontrar de tudo, à semelhança das Medinas nos países árabes.
O que eram as feiras de ovos, galinhas, coelhos, hortícolas e cereais, uma espécie de loja do povo, deu lugar a espaços onde se encontra de tudo, das mobílias às mais diversas máquinas e quinquilharias, das modas às bijutarias e outras futilidades. Há de tudo!
É a evolução e o enchimento do ego, cidade, dizem uns!
É a asfixia do comércio e a morte da cidade, dizem outros!
Por nós, que gostaríamos de ficar neutros nesta discussão, voltamos a ter os mesmos sentimentos paradoxais!
- Satisfação, pela felicidade dos sonhadores que ainda se deixam iludir! Bem aventurados os pobres de espírito!
 - Angústia, pela angustia dos que já se preparam para um fim anunciado. A resignação é sempre uma péssima atitude!
Mas o objectivo de hoje é outro e não resistimos à tentação de fazer a pergunta, a quem saiba responder: - o que aconteceria a um industrial, ou comerciante, ou mesmo um particular que atirasse para a rua o lixo da sua actividade diária?
É claro, que nós sabemos a resposta!
Ora, se a Câmara Municipal ainda o não fez, deve fazê-lo, e já! Criar condições e disciplinar os feirantes que vêm a Águeda fazer a colheita, obrigando-os às mesmas regras e responsabilidades que têm os munícipes locais.
Aos infractores, penalizá-los, duramente, e aos reincidentes a interdição ao local é a medida adequada para que deixemos de assistir, em fim de feira  ao espectáculo degradante da, Águeda/lixeira.
Aplicar uma taxa de limpeza, a doer, pode parecer a solução. Porém, nós consideramo-la injusta, porque penaliza inocentes.
Haverá, certamente, uma fórmula que os serviços competentes irão encontrar, e aplicar.
E olhem!
De nada valerá discutir a regeneração de Águeda/Cidade a partir do rio se permitirmos que esse mesmo rio continue a ser um depósito de lixo da feira, e não só.
Assim, a sala de visitas de Águeda não dará, seguramente, o mais adequado e apelativo postal ilustrado da Cidade.
 n a.a.silva 2008-08-23

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