Amanhã viveremos o futuro que construímos hoje!
Em Abril de 2006, escrevíamos assim: “Há anos que entrámos no clube dos ricos, com o ingresso pago pelos europeus de que passámos a fazer parte integrante. De então para cá, é justo que se diga, alguns portugueses melhoraram as suas condições de vida. Será que são melhorias sustentadas? Estaremos nós preparados para enfrentar o futuro? Francamente, achamos que não! Passadas mais de três décadas de democracia, quem poderá olhar para um amanhã com um mínimo de segurança ou sequer, de esperança? - O empresário ou o operário? O professor ou o aluno? O médico ou o doente? O juiz ou o advogado? O queixoso ou o arguido? Pela orientação que este País leva, este governo demonstra que não tem capacidade para mudar o rumo das coisas! Se algo de bem profundo não for feito, com urgência, a angústia vai tomar conta de nós, ao pensarmos no amanhã, porque amanhã viveremos o futuro que construímos hoje. E não é com instabilidade nas famílias, nas escolas, nas empresas, nos tribunais ou nos hospitais que o amanhã será o que desejamos A única fórmula para contrariar esta tendência é trabalho sério e em condições dignas, com respeito e responsabilidade de todos e para todos: superiores e subordinados, a começar por quem tem a nobre missão de governar! Preocupa-nos que ao fim de trinta anos, com milhões de ajudas e quando já devíamos andar vestidos com o nosso próprio fato, ainda a camisa seja emprestada: os erros pagam-se caros! E os erros das diversas governações, que não acautelaram o futuro, está a pôr em causa uma geração de esperança e a criar a geração de frustrados: – Pessimismo? – Oxalá fosse, mas infelizmente não é, porque o rumo das decisões têm a orientação das clientelas, em vez de trilhar o caminho seguro na educação e na formação tecnológica, a par de uma rigorosa gestão de meios. Está a fazer é conduzir-se o País para a penúria esbanjando, esbanjando, esbanjando, a alimentar os corruptos que se colam ao poder. Hábitos que já vêm de longe, descaradamente e sem punição! O oportunismo e as negociatas estão na ordem do dia e, aliado à incompetência, e às vezes, conivência dos que detêm o poder, está a conduzir este País para uma filosofia de vida terceiro-mundista onde os mais astutos se passeiam por cima dos cadáveres dos mais fracos. E tudo isto acontece num País que faz parte de uma Europa industrializada, social e humana. Este recanto que tinha como objectivo juntar-se aos ricos, deveria, em primeiro que tudo, procurar saber porque é a Europa é rica? Não são os poços de petróleo, nem as jazidas de diamantes: É uma força divina! Força que protege os que melhor pensam e mais trabalham. Quanto a nós, se continuarmos no bem bom, a única esperança é um pau e um saco”. Assim escrevíamos em 07-04-2006. Não era preciso ser muito inteligente para ver o buraco em que nos estavam a meter.
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