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Os presidentes de Junta de Freguesia de Águeda lamentam-se de não terem obras e dinheiro. E da solidariedade que a Câmara Municipal sugere mais para a cidade e menos para as autarquias rurais. 1 - Nada disto é novidade: manda quem pode e obedece quem deve. Ponto final! Mas as Juntas de Freguesia, sempre parentes pobres do Poder Local, de resto, de mais ninguém se podem queixar que delas mesmas - porque, em sede própria, na Assembleia Municipal, se deixam passar quase inocentes na discussão, para baterem palmas e se absterem de optar. E, quantas vezes?, é preciso bater o pé. Discutir. Reinvindicar. Assanhar a discussão e fazer valer razões! 2 - Não é facil, reconheça-se, o papel dos presidentes de Junta de Freguesia. Querem o melhor e não têm com que o obter. Ou concretizar. De mãos amarradas, ficam-se a gerir os magros orçamentos e a lambugem que lhes chega de protocolos de uma mão cheia de quase nada. Talvez valha a pena reflectirem sobre a (des)importância do seu papel de autarcas. 3 - As promessas de 2008 quanto ao turismo municipal, fica(ra)m-se pelo papel. A auto-estrada para Aveiro, é sonho que, por ora, passa apenas pela placa de outros dois anos, pomposamente e ministerialmente posta na rotunda do Milénio. O hospital distrital passa a depender do de Aveiro. Águeda já não é o país? 4 - Fermentelos festejou a elevação a vila e Serém (página 21) e Espinhel (17) fizeram as festas das suas asscociações. Aguada de Baixo inaugurou obras e a serra do Préstimo, em Á-dos-Ferreiros, passou a ter multibanco. Aí está a face mas bonita da Águeda da primeira semana de Maio de 2010. n CV
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