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A posição dos presidentes de Junta de Freguesia na votação do plano de actividades e orçamento da Câmara Municipal de Águeda reflecte, sem quaisquer dúvidas, se as houvesse, o mau estar latente entre os dois órgãos mais íntimos do poder local. O que não é bom. 1 - A Câmara Municipal, legitimamente, tem o direito de optar entre este ou aquele investimentos - entre a cidade e o campo, entre os seus partidários e os adversários políticos. Não o deve fazer, mas pode. Não pode é, olimpicamente, ignorar - e ignorar de forma gradualmente autista... - o que a comunidade rural anseia e não tem, continuando iludida de rol de promessas para rol de promessas, de quadriénio eleitoral para quadriénio eleitoral. 2 - A votação do plano de actividades e orçamento de 2011, exigindo do presidente António Celestino de Almeida (PS) o desempate com voto de qualidade, é um sério aviso à política seguida pelo presidente Gil Nadais - que persistentemente deixa os presidentes de Junta de chapéu na mão, a pedir o que não lhe dão. Inagine-se que o voto de qualidade era do mandato anterior - que seria de Paulo Matos (PSD). Seguramente, votaria contra e teríamos, então e pela primeira vez na história democrática de Águeda, um orçamento camarário chumbado. Não seria a coisa mais bonita do mundo, independentemente dos sortilégios legais que equibrariam a tesouraria municipal em duodécimos. Nem morreria ninguém! Mas ficaria para a posteridade a imagem de um poder autofágico e não amado - a não ser pela própria corte. 3 - Não será tempo de quem exerce o poder político (re)pensar Águeda e não, meramente, exercer uma autocrática política pessoal - por mais ousada e vanguardista que seja!! O povo rural não é povo de Águeda? 4 - Paulo Seara disse na Assembleia Municipal que transporta os filhos para a escola numa viatura da Junta de Freguesia de que é presidente. Cândida confissão, em tempo de Natal. n CV
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