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Assembleia Municipal de Águeda: Orçamento e plano aprovados, mas só com voto de qualidade
A Assembleia Municipal (AM) de Águeda aprovou, por maioria, com o voto de qualidade do presidente António Celestino de Almeida, as Grandes Opções do Plano e Orçamento (GOPO) da Câmara Municipal para 2011. PSD, CDS-PP e Manuel Campos (independente de Espinhel), foram as vozes mais críticas.
O Orçamento para 2011, de 41.872.338,21 euros, prevê um forte investimento na área da educação e no centro da cidade, tendo Gil Nadais, presidente da edilidade, garantido, por um lado, que “as grandes obras estão todas neste orçamento”, e, por outro, que “não vamos passar ao lado de outro Quadro Comunitário de Apoio”. O líder da edilidade, que acusou o PSD de ter pressionado os seus presidentes de Juntas de Freguesia para votarem contra, assumiu uma aposta “na educação e na cidade”, lembrando que “os grandes projectos terão uma comparticipação de 80%” dos fundos comunitários.
ORÇAMENTO SALAZAR!
Hilário Santos (PSD) chamou-lhe o “orçamento Salazar”, defendendo que se trata de um “orçamento obscuro, pouco transparente e demasiadamente armadilhado”. “Isto é manter os presidentes das Juntas de Freguesia, de chapéu na mão”, concluiu o eleito social-democrata. Ideias de tom “laranja” na linha do que diria, mais tarde, António Martins (CDS-PP), para quem o documento “é desonesto” e “um mau exemplo da forma de tratar um plano e um orçamento”. “O CDS-PP não pode aceitar que um documento destes seja aprovado”, advertiu o líder centrista. “Vou ter dificuldade em perceber como é que alguns presidentes de Juntas de Freguesia vão explicar às suas populações um orçamento que não lhes dá nada, e em que vão votar favoravelmente”, acrescentou António Martins. VER EDIÇÃO SP IMPRESSA
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