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Política: Presidente da Junta de Fermentelos contra Orçamento da Câmara

por Redacção Soberania em Dezembro 29,2010

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O presidente da Junta de Freguesia de Fermentelos disse a SP que “votaria contra o orçamento da Câmara”, pois, explicou, “não considera, em nada, a maior parte das freguesia do concelho”.

Carlos Nolasco abandonou os trabalhos da AM, por razões de saúde, e, a SP, considerou que “com a desculpa que se tem que aproveitar os fundos do Quadro Comunitário de Apoio, a Câmara faz investimentos quase todos na sede do concelho, esquecendo a maior parte das freguesias”.
“Não estou contra que se aproveitem os fundos comunitários, mas têm que ser aplicados só em Águeda? As freguesias não terão também zonas urbanas a precisarem de investimento?”, interrogou-se Carlos Nolasco, perguntando se “no caso de Fermentelos, o arranjo do largo do arraial não terá a mesma urgência de  alguns espaços de Águeda?”.
O autarca pergunta ainda se “não se poderia ter canalisado apoios comunitários para arranjos da margem da Pateira em Fermentelos?”. E se “não terão as freguesias do concelho o direito de nelas ser investido também os tais apoios comunitários que não se devem perder?”.
“Porque é que a Câmara Municipal só vê o centro de Águeda? No ano que está a terminar, não realizou nenhuma obra em Fermentelos, apesar de as ter no plano de 2010. Por estes motivos nunca eu, como membro da Assembleia Municipal e na qualidade de presidente de Junta, poderia votar de outra maneira que não fosse contra a aprovação do Orçamento e Plano de 2011”, disse Carlos Nolasco.
O autarca lamentou “não poder ficar até à votação do  orçamento”, por motivos de saúde - pois “estava com febre, derivado à gripe”. “Fui da consulta médica para a Assembleia, não pude ficar até à votação, o que poderá ter ajudado a que o orçamento fosse aprovado. No entanto, quero que fique bem claro que falo pela frente e não me presto a jogos, como talvez outros se tenham prestado. Se o sr. Presidente da Câmara de Águeda quiser tomar algumas medidas contra os presidentes de Junta que votaram contra o orçamento, pode fazê-lo também comigo, pois também eu teria votado contra, se não me tivesse visto obrigado a vir embora”, disse Carlos Nolasco.
(Fermentelos na página 27)

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