COMEÇAM A CONTAR-SE AS ESPINGARDAS!
Começam a perfilar-se alguns candidatos à Câmara Municipal de Águeda Quando há alguns meses, SP fazia eco de que Castro Azevedo seria o futuro candidato à presidência da Câmara Municipal, a notícia incomodou os baronetes do PSD local, de tal modo que se apressaram a fazer um comunicado público, negando essa evidência. Mas fizeram-no com tal insipiência e inconsistência que funcionou mais como confirmação do que como desmentido. Soberania do Povo, como sempre, atento e bem informado, descobriu o “segredo” e fez dele manchete, provocando incómodo dentro das hostes do PSD - que tinham a notícia guardada para mais tarde ser revelada, provavelmente entre pompa e circunstância. Apanhados de surpresa, quiseram desmentir o facto, mas fizeram-no sem nenhuma convicção e noutros semanários locais, numa atitude menos ortodoxa, já que o correcto seria fazerem o contraditório no local da acção: o jornal Soberania do Povo! Na verdade, numa homenagem a um veterano, “um dinossauro”, ex-presidente de Junta de Freguesia de Barrô, que reuniu a família PSD concelhia, foi feito o repto ao também ex-presidente da Câmara, Castro Azevedo, para que aceitasse ser o candidato do partido nas próximas eleições autárquicas. No caso de ganhar, mataria dois coelhos de uma só cajadada: reforçava a sua honra e resgatava o partido da humilhação sofrida naquela noite eleitoral em Águeda, quando o PSD foi varrido por um autêntico vendaval. Hoje, parece não haver dúvidas, Castro Azevedo vai ser mesmo o candidato, a menos que surjam nuvens carregadas no seu horizonte e que impeçam tal intenção, o que não é previsível. Desejamos ao único candidato conhecido até ao momento, embora ainda não oficial, tanta sorte quanta precisam todos os que se apresentarem para ganhar. E o PSD sonha com a vitória. Mas, pensamos nós, Castro Azevedo, assim como todos os outros que querem ocupar o cadeirão do poder municipal, devem estar de consciência tranquila e, certamente, todos estarão. Mas, além da tranquilidade, devem, no dia eleitoral, ficar de mãos livres para poderem comandar o município a partir de dentro para fora e não de fora para dentro, como acontecia num passado recente. Razão porque devem marcar a distância, tão correcta quanto necessária, aos oportunistas que, em marés eleitorais, aproveitam para uma colagem à candidatura que, se chegar ao poder, fica com uma dívida para saldar. É, pois, crucial que os candidatos analisem uns quantos pormenores e só depois seleccionem os seus apoiantes, para não ficarem sujeitos a pressões vindas do exterior, sempre perturbadoras e inimigas do bom funcionamento da autarquia, pelo que é indispensável: 1º. - Conhecer a idoneidade e o carácter de cada apoiante, enquanto cidadão. 2.º - Conhecer as convicções e tendências políticas no seu percurso de vida. 3º. - Conhecer o seu perfil e fazer a análise dos seus momentos de fraqueza e instabilidade. 4º. - Saber se o apoiante de hoje é o adversário de ontem, para voltar a sê-lo amanhã. 5º. - Perscrutar as causas do seu apoio e, se for o caso disso, proteger-se das motivações de tal apoiante. 6º. - Finalmente, criar regras bem definidas e nunca ficar refém de alguém, por mais importante que se julgue ou que tenha sido o seu apoio. Ah…, é muito importante nunca esquecer o passado porque: um Homem prevenido vale por dois! Só uma vez fui candidato político e eleito, mas já lá vão mais de 30 anos. A experiência, ao passar por aquele lugar, produziu em mim um enorme respeito por aquelas cadeiras onde, pela nobreza do que ali se decide - a vida da comunidade - só os melhores se deveriam sentar. Infelizmente, nem sempre assim é, razão porque, de quando em vez, assistimos, enquanto público, a demasiada baixaria no local mais nobre do nosso Município! Com tanto desrespeito e tão maus hábitos criados nas últimas décadas na nossa sociedade, é natural que, muitos, estejamos desfasados e, assim, queiramos continuar, longe desta realidade política onde não se olha aos meios para atingir os fins.
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