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O ADEUS DE FIDEL CASTRO!

por A. SARAIVA BALTAZAR em Maro 27,2008

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Despediu-se o ditador, o déspota e criminoso, por razões de saúde, daquele povo cubano sofredor e bom.
Era criminoso, também porque mandou eliminar adversários políticos, que lhe iam fazendo sombra, ao longo de uma governação de 49 anos!
Odiado por muitos cubanos e respeitado por alguns fanáticos do poder - o velho comandante criou grandes desigualdades sociais no país, falta de liberdades (de opinião e circulação) e imensa fome, que deu ao seu povo.
E para mal deste povo hospitaleiro, foi o ditador que mais tempo esteve no poder, quase meio século de fascismo e exploração, apesar de ter sobrevivido a várias tentativas de assassínio.
Foi companheiro de Che Guevara também, donde foi acusado de o ter enviado para a morte na Bolívia.
Era um político cego, que odiava as democracias ocidentais e o imperalismo americano e por isso, submetia o seu povo às maiores carências e à fome.
Ele sonhava com um projecto socialista perfeito e acabou por deixar Cuba, durante 49 anos, mergulhada no atraso, no isolamento, na pobreza, na corrupção, sem o mínimo de qualidade de vidas, graças a várias políticas falhadas.
Distinguiu-se apenas na área da saúde, onde se nota uma certa evolução, que não podemos desmentir. De resto, todas as outras políticas falharam!
A revolução socialista ao longo de um período tão longo, deixou a ilha na ruína, com uma profunda crise económica, cuja situação se agravou depois da queda do muro de Berlim, com a perda das ajudas soviéticas.
É um país que vive do turismo e dispõe de uma economia paralela, onde o salário médio mensal anda só nos 19 dólares, que não dá para um cubano viver minimamente.
É um país que carece de mudanças estruturais urgentes, para mudar a economia e criar melhor qualidade de vida ao seu povo e, fundamentalmente, mudanças políticas, abrindo-se ao mundo.
Os cubanos radicados na América reclamam mudanças democráticas rápidas e exigem do sucessor, seu irmão Raúl, políticas económicas liberais e livre circulação de pessoas e bens.
E só assim aquele povo se poderá libertar da opressão, do medo e da miséria, transformando o famoso Palácio da Revolução numa assembleia democráticamente eleita, que garanta as liberdades políticas e melhores condições de vida e que faça regressar aquele povo a uma melhor convivência internacional. E que o irmão Raúl não seja o seguidor das mesmas políticas escravizantes sobre aquela gente.
E que aquele modelo de socialismo se venha a banir de vez da história da humanidade e daquele povo.
Os povos precisam de liberdades individuais para se realizarem e o povo cubano só tem a ganhar com isso e o mundo.
- ANTÓNIO SARAIVA
BALTAZAR

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