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Momento político

por António Silva em Abril 13,2011

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Um tempo de desastrosas peripécias que nos atingiram, levou à suspensão das minhas croniquetas neste espaço, durante o último ano e meio.
Foi, não só um tempo de acontecimentos dramáticos para tantos de nós, mas também um tempo em que se acentuou a degradação do País nas mais variadas vertentes da vida nacional (política, moral, económica, social), acentuando a desesperança deste povo que, por força do destino, terrível destino, está sujeito aos desmandos dos senhores do poder, nunca responsabilizados nem pelas asneiras nem pelo mal que lhe fazem.
Povo que paga, mesmo que bufe, a incompetência, quando não desonestidade, de quem governa: uns reizinhos em tempo de república a obrigarem-nos, enquanto nação, a andar de corda ao pescoço e mão estendida, a pedir a clemência daqueles que, na Europa e fora dela, pensam, organizam e trabalham com rigor, enquanto por cá, é o que se vê.
E a culpa não é do povo, que está condenado à miséria ou, em alternativa, pegar na mala de cartão e rumar a um qualquer sítio de gente séria e governantes competentes.
A Nação está doente e ao povo compete dizer basta, a esta casta de políticos incompetentes, que há dezenas de anos nos ludibriam. Mas
dizê-lo tantas vezes quantas forem necessárias para que Portugal, este torrão que nos viu nascer, recupere a esperança, julgue sem tibiezas os politiqueiros que, impunemente e em nome supremo da democracia, se assenhoreiam do poder e tratam este País, com mais de oito séculos de história, como propriedade exclusivamente sua.
O povo que se lixe e pague a factura!
E a nossa desgraça é que cada um que chega ao poleiro, contribui mais e mais para reduzir um povo de heróis à condição de escravo, em consequência de, sem olhar a meios e roçando os limites do razoável, desbaratarem o património e as finanças públicas. E já nem as prestações sociais, direito sagrado dos trabalhadores, escapam à voragem dos glutões que, em vez de governar, governam-se e, sem escrúpulos, atiram o povo para a miséria permitindo que uma plêiade de energúmenos se instale como lapas à volta do orçamento. São estas moscas pestilentas que contaminam a Sociedade e são a origem dos maiores males do povo: Eles comem tudo!
Pobre País, onde a imaginação se limita recorrer à caridade alheia, para desgraça nossa e vergonha nacional.
E o povo, já em situação desesperada, imita o governo e também ele estende a mão à cata de algumas migalhas, mas o que recebe é mais um imposto para pagar, enquanto os sem escrúpulos e das mais obscuras formas, engordam como nababos à sombra do orçamento a coberto do guarda-chuva do Estado. Nem castos, nem cautos!
Que importa, aos que têm a barriga cheia, a fome daqueles que já perderam o salário de sobrevivência?
Que importa, aos que vivem em palácios dourados, a indigência que dorme debaixo da ponte ou as famílias que perderam a dignidade por falta de liquidez?
Que importa, os roubos feitos à economia do estado, coisa pouca, se em cada gatuno tivermos um aliado que nos recompensará, quando perdermos o lugar à mesa do orçamento, o tacho?
E o mais triste é que, não é este ou aquele governo, esta ou daquela cor política. É um sinal dos tempos e um mal endémico deste povo que, como diziam os romanos, nem se governa nem se deixa governar: E cautela com o que vem a seguir!
O governo demitiu-se e eu teria feito o mesmo, mas há mais tempo, e a responsabilidade seria menor. Mas ninguém pense que a troca deste por aquele é a solução para os problemas nacionais porque é tudo fruto da mesma escola e farinha do mesmo saco.
As moscas são as mesmas, o mesmo pretensiosismo, a mesma vaidade, os mesmos interesses e a mesma incompetência.
Já se perfilam-se uns imberbes inexperientes em governação, vaidosos quanto baste e tão incongruentes quanto inconsistentes, sei lá inconscientes.
O Governo pôs-lhe a casca da banana como armadilha e eles, na sede de poder, não hesitaram: Zás, pé em cima!
Além do mais, são ingénuos. Mas os que estão a dar a cara são apenas os peões de brega porque por detrás, a mexer os cordelinhos, estão os abutres, à espreita dos despojos para mais umas negociatas.
O País vai continuar atolado na sujeira que os profissionais da política fizeram, maus profissionais!
2001-04-06
n a. a. silva

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