header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

ÉS PORTUGUÊS, APERTA O CINTO

por ALCIDES MELO em Janeiro 16,2008

image
2008 é mais um ano de apertar o cinto. A verdade é que, de tanto o apertar, milhões de portugueses já não têm cinto que lhes segure as calças!…
Dizem os senhores que governam (?) o país que “fazem mais deles e da nobreza” que do povo humilde, uma quinta onde se pavoneiam e têm gosto em viver, e a “ralé” trabalha, trabalha por “dez reis de mel coado” e não tem futuro, que Portugal está finalmente no bom caminho: “controlado   decrescente o défice orçamental, mais saudável a economia e o desemprego”.


Só em 2009 dizem, no entanto, vai ser possivel aliviar a rigidez da fivela! Possível é, não fosse ano (ou véspera) de eleições. Se calhar, nem que o famigerado défice ganhe dimensão ciclópica que venha a comprometer todos os sacríficios que foram pedidos aos portugueses… e que eles cumpriram!
Será de estranhar? Não vejo por onde. Quantas vezes o apego ao poder e os interesses político-partidários não têm feito descambar para o desprezível, os mais caros interesses do povo português, que os políticos deviam acautelar e deixam cair no desmazêlo? Não será, ainda que não seja  essa, umas das razões que tem levado Portugal, em tudo ou quase tudo, à cauda da Europa?! Ou será porque as medidas que os politicos tem tomado na esfera da governação, tem sido regularmente as mais criteriosas?!

PÃO NA MESA E DESEMPREGO

O certo é que, nomeadamente os portugueses do escalão popular, estão fartos da “elegância oratória” com que os políticos adornam os seus discursos. Já não confiam na verbosidade. Para eles, e para os seus filhos, o que querem, e não aparece, é mais pão nas suas mesas, mais uns euros nos seus ordenados e nas suas reformas, que, francamente, o que lhe é dado a mais em cada ano, ainda os meses não vão a meio. Já a inflação absorveu! Uma angústia arrepiante, todos os meses todos os dias, a toda a hora! E aqueles que ficam desempregados, com filhos para criar, dívidas para pagar, idade para a reforma distante e para novo emprego um embaraço? Que choram, lastimam a sua sorte e a Pátria, que os dexou cair na desgraça e que tão grande é a sua tristeza, que seriam capazes de “trepar céu acima”, arriscar a vida e chegar à lua e enfrentar a falta de água e de oxigénio, viver de máscara colada á cara dia e noite, se lá encontrassem  trabalho?!

OS EMIGRANTES

E lembrar-me eu que, em 1974, mal a democracia despontava e já a demagogia estava a caminho, os “noveaux-arrivés”, a prepararem-se de mãos ambas aprontadas para “agarrar” o poder, diziam sem pudor: “Vamos tudo fazer para que os nossos emigrantes possam em breve regressar à Pátria e cá possam governar  sua vida”.
Que fizeram? Nada! Tomariam os portugueses ter a certeza de encontrar trabalho “lá  fora”, que, de certo, na situação em o país neste momento se encontra, só os “fidalgos” cá ficariam. Só quem não sai de casa, não dá conta do desespero de muitos milhares se não milhões de portugueses. Todos os dias, em qualquer ocasião que se fala do país é de estarrecer o que ouve. Até: “Venham os espanhóis e tomem conta disto”!
José Saramago não alvitrou a ideia de Portugal ser integrado na Espanha e passar a contar como província do reino de “nuestros hermanos”? “Nem a brincar”, dirão muitos dos nossos compatriotas. Mas Saramago, se o disse,  a ideia não é tão contrária como poderá parecer no sentimento que de momento assalta muitos bons lusitanos com, alma de Viriato! É que as gritantes desigualdades que caracterizam a nossa sociedade, ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais obres, convertida em excessiva abundância de riqueza para uns e de lastimosa pobreza para outros - raramente sensbilizando aqueles para dar a mão a estes - pode vir a causar ruptura que a todo o tempo podem degenerar em graves desenlaces.

GRAVES PROBLEMAS SOCIAIS

Quer o deixar bem vincado que nunca fui, não sou comunista, nem para lá caminho, porque sempre estive, e estou, convencido que esse não é o modelo de política para a solução dos graves problemas sociais que afligem a humanidade, mas tenha o comunismo força para intervir, contem com o “estardalhaço” que ele fará e as consequências que daí advirão, algo semelhante, ao que se passou nos processos de descolonização. Não será que ser rico, cada vez mais rico, e pobre, cada vez mais pobre (no tempo de Salazar, dizia-se exploração do homem pelo homem), não configura uma política de carácter colonialista? As grandes superfícies de “vento em popa” e em número crescente de unidades, com o comércio tradicional a fechar portas (em dois anos perdeu 45 mil empregos) o que significa?
Portugueses em gozo de férias, no passado Verão, com quem conversei, diziam consternados: “Gostaríamos de regressar à terra que nos viu nascer e cá arranjarmos um negócito para ir vivendo e conservamos o que arranjámos lá fora. Não ousamos. Investir neste país, da forma que isto está é correr o risco de tudo perder e voltar à estaca zero”.
“Queremos e havemos de voltar um dia, para deixar-mos enterrados os ossos ao lado dos nosso ente-queridos”, concluíram. Ouvimos e retirámos, com grande emoção, o significado das palavras, pensando nos emigrantes e em todos os portugueses, especialmente nos nossos jovens, pela árdua luta que os espera, para poderem sobreviver. Que o futuro que se desenha no horizonte, não é nada pormetedor!… E diziam os políticos, em 1974, que iam criar condições para que os portugueses emigrados pudessem regressar em breve e fazer cá a sua vida?… E… as promessas que tem feito aos portugueses que daqui não arredaram pé? E onde estão os resultados?! n ALCIDES MELO

2314 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 Resultado: 4.80Resultado: 4.80Resultado: 4.80Resultado: 4.80Resultado: 4.80 (total 10 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados