Sempre portentosamente desembaraçados a falar… Ai fosse essa a chave da boa governação!, dizem os nossos actuais governante, relativamente à crise económico-financeira que o nosso país enfrenta, que a culpa não é sua. Imputando-a, quase que a “despejá-la” toda para esse lado, para a crise internacional.
É verdade que esta famigerada crise não é uma imagem invertida de uma qualquer situação imaginária. Existe e é verdade que tem pesadas responsabilidades nas dificuldades que pelo mundo fora e cá pelo nosso país, se passam! Todavia, também não deixa de ser verdade que muitos dos governantes - como os nossos - que se proclamam inocentes, não o são de todo em todo!.
“Cá por nossa casa” para o serem e poderem invocar “consciência do dever cumprido” seria fundamental, terem procedido, a tempo e horas e de maneira objectiva, se ajustamento de vida do estado e dos cidadãos, à correcta expressão de cada um “per si”, sem os inflaccionar, viver à medida os seus recursos” Não seria a sua obrigação fazê-lo? Não o fizeram e o resultado aí está: todos a pagar e continuar a pagar, cada vez com maior sacrifício, essa sua indesejável lacuna. Que, por parte do Estado, compromete a independência nacional. E, dos cidadãos, o seu futuro, o futuro dos seus filhos e dos seus netos! (Dr. Carlos Moreno, juíz jubilado do Tribunal de Contas, 18 anos de despesismo, que chegará ás gerações vindouras. RTP - 6/10/10 jornal das 20 horas). É esse o país que querem deixar em herança.
Viver à grande e à francesa
Pobre e pequeno, não saberão os senhores que nos (des)governam que a não ter em conta essa fragilidade, se torna, ao mais pequeno descuido, vulnerável às ,ais graves consequências??? Governar, no sentido de acautelar o futuro do país e do seu povo, não é gastar, gastar, irresponsavelmente…viver à grande e à francesa, com dinheiro alheio, como se não se tivesse de o pagar!…
E o certo é que os nossos (des)governantes tem gasto despudoradamente e… arrastaram, ou deixaram arrastar o povo para o pernicioso vício de gastos dispendiosos, muitos sumptuosos (férias no México, Brasil, Turquia) a troco de empréstimos. Não são? Tal política, avessa da boa prática, há muito que, apontava para a tragédia.
E ela aí está, com o país caído em profunda prestracção, à beira do abismo.
Estado, empresa, cidadão, que não faça contas à vida, esse é o caminho que o espera.
Crises? Há muito tempo nos habituaram os políticos que nos tem, insisto, desgovernado! Três anos depois de 25 de Abril (em 1977) brindaram-nos com a primeira, que levou o escudo, que durante mais de três décadas sob a experiente batuta (factos são factos) do dr. Oliveira Salazar, havia sustentado uma firmeza invejável…, a um tombo monumental! A segunda, em 1986. Puxou para cá o FMI (Fundo Monetário Internacional). Levou os juros dos depósitos bancários à “bagatela” de 30%. O país a roçar a bancarrota!, que não se “afundou” porque as 840 toneladas de ouro que o Senhor de Santa Comba deixou (factos, são factos), hoje em dia pouco mais de trezentas, aguentaram o “encrespado” assalto do “mar”!
Muitas crises
Três crises, é muita crise, bem mais do que seria preciso (penso eu, em a minha rudimentar instrução da 4ª classe para que algo de proveitoso no domínio de aprendizagem tivesse resultado. Teria, se se tivesse dedicado ao “texto” maior bom senso e melhor aplicação, nos cuidados que ele exigia.
Não foi essa a opção. Embora sabendo que, mais endividado, o país podia cair num infernal pântano, de onde muito remotas serias as esperanças de sobrevivência, os sucessivos governos nada fizeram para a libertar dessas aflições.
Continuaram a laborar no mesmo erro, e a débâcle”, colapso brutal e impiedoso, viria a acontecer. Empresas aos milhares, faliam. Cidadãos às centenas de milhar, caíam no desemprego. Dois milhões abeiraram-se da miséria, ou estão a passar por ela… Muitos na triste e humilhante necessidade de procurar comida nos caixotes de lixo, etc, etc. Ao que o país chegou! Não é de nos envergonhar? E ficará por aí? Os anos de 2011,12,13, etc, etc., que nos irão reservar?
A desastrosa situação a que o país chegou será a culpa, exclusivamente da crise internacional?! De ninguém mais?! Um exemplo: “porfiar em TGV, aeroporto, terceira ponte sobre o Tejo (até o rude aldeão que eu sou admito que fazem falta). Dada, porém, a caótica situação financeira em que o país se encontra, engrossar a dívida com a elevada despesas que estas obras acarretam… será exemplo de boa governação? Não é sinónimo de culpa? Não é arrastar o país para maiores aflições???
Em termos de conclusão, culpados o povo, os partidos, os políticos.
O povo… Trinta e seis anos de vida democrática, mereciam mais clarividência. Acomodam-se de maneira “cega” a qualquer decisão política, bem ou mal tomada, no que acaba por prejudicar a comunidade e não tirar para si qualquer recompensa.
Os partidos, a falhar, como se tem verificado nos últimos tempos, na escolha que tem feito para lugares chave, que devia mobilizar todo o seu brio, cuidado e atenção, para a busca “the rigth man in the right place” e tem acabado, aparantemente, por ficar onde calha.
Os políticos, cujo trabalho, não tem agradado, nem a gregos nem atroianos. E mais não digo.