Postal da semana: O paciente português
Os bancos estão aflitos. Vão ter que usar o empréstimo da Troika. Resistiram, mas tem que ser. Porque resistiram? Dizem que uma das razões é a imposição de reduzir a metade os salários das administrações. Por seu lado o (nosso) Banco de Portugal viu os seus lucros reduzirem em 90%! Mas os seus funcionários e administrações fazem parte daquela exceção que não lhes vai reduzir subsídios e pensões. Será interessante, analisar a média salarial do (nosso) banco central: nada mais nada menos que cerca de 4 mil euros por mês! Bem disse o nosso “Primeiro” que um dos erros que nos conduziu a este (enorme e sujo) fosso, foi a proteção de privilégios de grupos de portugueses. Disse bem, de facto. Mas, cumprindo o velho ditado popular, “olha para o que digo, não olhes para o que faço”. As dores de que os portugueses estão a padecer (há muito que deixaram de ser “sacrifícios”…), seriam provavelmente confortadas, se houvesse um claro sinal de que algo estava a mudar: ajudava de certeza a alteração do discurso dos nossos políticos: em vez de palavas, tinham atos; em vez de promessas, faziam; em vez de alimentarem a ilusão com meias-verdades e até mentiras, diziam a verdade, pura e simplesmente. No mesmo e pequeno país, continuarmos a ver portugueses de primeira e de segunda (e até de terceira…), põe o paciente português pouco ou nada recetivo a pagar com dores os erros dos outros. Se calhar, muitos dos mesmos que agora estão a ser “privilegiados”!
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