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A CIMEIRA VISTA DO SOFÁ

por Luisa (dra) Mello em Dezembro 20,2007

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I - “Por fim, está ultrapassado o trauma colonista do passado”. Presidente da Comissão Africana
II “Esta cimeira criou o Espírito de Lisboa”. - Sócrates
III - “Lisboa foi um ponto de encontro. - Durão Barroso
I: Palavras sensatas. Que alívio!…
II. Pois. O espírito está em Lisboa; o resto do país deve pertencer às almas penadas.
III: Um ponto de encontro, de acordo. Em algum sítio linha de se realizar a Cimeira e a capital foi o mais óbvio.


Quanto à Cimeira propriamente dita, só podia ser sido ideia de Portugal, que foi o país que inaugurou a era da Globalização. Que rasgou e desconhecidas geografias. Que foi pioneiro da união das várias raças. Que, qual almocreve navegador, levou e trouxe novos comércios. Que espalhou a fé cristã do amor, em detrimento das raivas tribais. Que foi GRANDE em ousadia, garagem e atrevimento. Lamento ter de dizer “foi”, é uma verdade histórica que o tempo muda tudo e constantemente. No entanto, a Cimeira foi grande em todos os sentidos e só podia partir de nós.
Nós, os antigos colonizadores? Sim. Porque colonizar não é forçosamente de palavra sinónima de roubar. Pode sê-la também de desenvolvimento, ciência, aprendizagem.
O povo que nós somos hoje foi colonizado por celtas, iberos, romanos, visigodos, árabes. Todos trouxeram novas coisas a substituir, com vantagem, as que havia, ou a ensinar novos estilos de vida mais adiantados. Somos produto de várias colonizações e dos inúmeros ensinamentos que estas nos foram deixando. A África Ocidental lamenta-se das colonizações europeias, como se de puras invasões e rapinas se houvesse simplesmente tratado… Houve a escravatura? Houve. Porque os tempos eram de aproveitar toda a mão de obra que a Europa tivesse à mão. Porque os próprios chefes tribais colaboraram no aprisionamento dessa “mão-de-obra”, trazendo-a até ao embarque no litoral e recebendo, por isso, recompensa monetária. Houve pavorosos navios negreiros, compra e venda de seres humanos, sem direitos a não ser a humilhações e maus trataos? Houve. Perguntando por outros “houves”: e estradas desbravadas através de um continente fechado; cidades de óptimas proporções e grande beleza? Hospitais, vacinas e médicos para tratar doenças até aí mortais? Escolas para o ensino de linguagens articuladas? Se deveríamos pagar pelos malefícios das colonizações porque não receber pelos seus benefícios?
O “espírito de Lisboa”, tirando as politiquices inevitáveis, não foi espírito, foi Alma. Sobretudo porque se falou sem rebuço de Direitos Humanos, coisa com que as diversas descolonizações só deixaram em pior estado do que estavam. Mérito português que desta vez não se “agachou” com a presença de certas figuras e figurões. Talvez por estar acompanhado de representantes de outros antigos colonizadores, descomplexados, como a Senhora Merkl ou o Senhor Sarkozy. Que inevitavelmente atiraram mais pedras a fracos telhados pelo facto de, não sendo anfitriões, se sentirem mais à vontade. Tenho esperança que não tenhamos estado a atirar, como se costuma dizer, “pérolas a porcos”. Que, porcos, feios e mais há-os na Europa e a África, isto não “desvalorizando” outros Continentes…
Agora as trivalidades: andei todo este tempo embasbacada não só com a imperial figura de Khadafi mas também com o seu guarda-roupa. Se algum dia pensarem tê-lo representado em Museu de Cera, atenção que vai atravancar uma sala inteira! Era dos que queria compensação monetária pela colonização dos seus domínios actuais. Que se entenda com os franceses, e, caso se sinta carenciado, poupe nos figurinos, de fazer inveja aos Césares romanos do antigamente. (Mas esses, ao menos, eram bonitos…) O senhor Mugabe - fonte de imensas complicações diplomáticas - não foi, felizmente, a “estrela da companhia”. Vi-o quase sempre na posição de O Pensador - grande estátua de Rodin -, certamente a chamar interiormente nomes feio à “entourage”. Sujeitinho antipático! Como disse um dos seus parceiros africanos, fez recuar a antiga Rodésia à Idade da Pedra.
Com gente assim, não se põe o intrincado problema  se dar o peixe se ensinar a pescar… Não aprendem a arte e vomitam  os peixes que se lhes deixaram na travessa.
Aqui, já não é trivialidade: mal percebi quem era o presidente do Sudão. Pareceu-me um sujeito bem nutrido e sorridente. Cada um sabe a que acha graça! As desumanidades no Darfur mereciam chamadas à parte. Puxões de orelhas, até ficar sem elas. Falar e condenar a ausência de Direitos Humanos para certos indivíduos deve ser o mesmo que tentar obrigar hienas a provar inofensivas maçãs cozidas. Quase igual para Eduardo dos Santos, que, felizmente, não deu muito nas vistas. Esse, tem a arte de trabalhar à chucha-calada. Que lhe tenham ardido os apêndices auticulares é duvidoso: “Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu”.



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