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O país acordou e foi para a rua dizer ao Governo o que pensa. E pensa que tal governo, lá do alto da sua soberba e autismo, não sabe o que faz. Tira a quem precisa e dá a quem mais tem. 1 - A memória leva-me a tempos de pobreza, porém de dignidade. Agora, a violenta subida dos impostos, da energia e dos combustíveis, dos bens de primeira necessidade, da saúde e do ensino, o corte abrupto dos rendimentos do trabalho e das reformas, a quebra da massa salarial (por via do aumento do custo de vida), o desemprego que leveda todos os dias e o rasgar de compromissos do Estado para com os cidadãos, tudo isso não poderia desaguar noutra coisa que não fosse quebra de confiança dos portugueses no governo. Por isso, revoltados, no limite já tantas vezes ultrapassado da sua dignidade, foram para a rua dizer que basta. 2 - A insensibilidade dos partidocratas só poderia agravar a crise social. Não conhecem o mundo real. Aumentar taxa social única (TSU) ao povo sofrido, para diminuir a do patronato (imagine-se!!!!....), é medida que não cabe na cabeça de ninguém. Coube na de quem (des)governa um país e, por decreto, o empobrece e o fragiliza. 3 - Águeda parece mouca e calada quano ao processo de reforma administrativa. Os eleitos não querem “queimar” as mãos, ou correr o risco de perder votos. Fica-se sem saber para que foram eleitos e para que mendigaram o mandato do povo, sufragado em eleições. 4 - Águeda tem 11 lares privados e 400 camas ocupadas. Precisa de mais umas 6 ou 7 centenas. É um bom exemplo social, mas precisa de mais. n CV
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