8748
O país emagrece, os impostos sobem e o governo continua a assobiar para o lado, como se nada fosse com ele e não tivesse contas a prestar. 1 - O 1º. Ministro pôs-se de fato e gravata na televisão, muito solene e todo aperaltado e enxutinho (como se o que estava para dizer nada fosse com ele) e debitou sobre os trabalhadores mais 7% de contribuição para a segurança social. Feitas as contas, é menos um mês no rendimento anual de quem trabalha e, afinal, aguenta este país em pantanas. 2 - Não sei quem fez as contas que Passos Coelho anunciou ao país. Mas não são certas e justas as que nos presta, depois do mar de promessas que fez há pouco mais de um ano - quando ardia em febre eleitoral e tudo fazia para se acolchoar no poder. 3 - O mais inusitado, porventura por ser leviano e (diria) irresponsável, é ver o governo, de uma penada, onerar os trabalhadores com uma contribuição que competia às entidades empregadoras. Directamente. Em nome de mais emprego, dizem eles. Mas qual novo emprego? Não acredito que uma empresa - uma, sequer!!! - crie mais algum posto de trabalho por ter sido desonerada de 5,75% da taxa social única. 4 - Águeda vestiu-se de festa para ir saborear o leitão da dita. Aos recados políticos locais, o Secretário de Estado fez orelhas moucas. Nem uma palavra sobre a ligação à auto-estrada - que é prometida desde o Governo de António Guterres, passando pelo de Durão Barroso (e Santana Lopes) e José Sócrates. Já ninguém liga a Águeda. Águeda já não é o país. - CV
1466 vezes lido
|
|
|
|
|