Águeda, uma política quase politiqueira...
“Águeda e o desenvolvimento” poderia ter sido a aliciante questão central da última Assembleia Municipal. O tema poderia ter permitido uma análise à situação do município, à política desenvovida pelo poder local e ao aprofundar de novos caminhos quanto à boa utilização dos recursos humanos e financeiros disponíveis, corrigindo erros e melhorando a eficácia da acção municipal, na concretização do muito que ainda faz falta à condição de vida digna dos habitantes do concelho. Infelizmente, nada disso aconteceu nesta reunião extraordinária da AMA, paga, como todas as outras, pelos impostos dos contribuintes. Basta ler e ouvir o que lá se passou e perceber do estado lamentável a que chegou esta “política politiqueira”, que vai ardendo em lume brando, alimentada pelos “comissários” político--partidários do costume, por certo já em pré-campanha eleitoral autárquica e a posicionarem-se a um lugar elegível, daqui a ano e meio, nos cardápios habituais das máquinas partidárias. Sucessivos pacotes comunitários têm chegado a Águeda, o presente QREN incluído, com muitos milhões de euros, mas todos eles levam, aquando da sua aplicação, a marca partidária: primeiro foi a do PSD e, agora já em segundo mandato, a marca do PS. Águeda tem sido governada, até aos dis de hoje, na onda dos resultados eleitorais, numa lógica sectária de maioria e na constante guerra partidária PSD/PS, obstaculizando a tão necessária unidade quanto a uma frente comum reinvindicativa junto do poder central de Lisboa, na mobilização colectiva a todos envolvendo e responsabilizando cada um de nós. A política é a arte de governar. Como numa filarmónica, onde o que menos importa é a cor partidária do companheiro do lado, mas mais o saber e a contribuição de cada um para a harmonia da música e o aplauso merecido e única recompensa do público, assim também deveria ser o exercício da acção política, na ética, na moral e no exemplo. Em Águeda, Novembro de 2011, os munícipes já estão a ser governados por “call centers”: na luz, na água, no saneamento, nas comunicações, na saúde e o mais que virá. A Assembleia Municipal extraordinária deu, também, para saber-se que os “comissários” políticos locais só divergem em quem vai entregar aos presidentes de Junta a certidão de óbito da sua freguesia. Uma certidão de óbito imerecida e injusta, por quem muito tem feito pelos seus conterrâneos! Pobre Democracia, pobre sina, pobre destino! Adeus, Beatriz. n JNS
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