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Uma nova visão da política

por José Neves em Abril 13,2011

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Nunca como agora a política partidária  “bateu”  tão no fundo, com os chamados índices de popularidade dos  seus dirigentes a “caminhar” pelas ruas da amargura, numa clara desconfiança dos eleitores  por quem está no poder - seja autárquico, ou nacional - e que tem, infelizmente, a sua expressão mais visível na esmagadora abstenção verificada em eleições.
Mas se a descredibilização da política está hoje na ordem do dia, importaria que quem a exerce a tempo inteiro reflectisse sobre as razões que levaram a este magro patamar, numa constante procura de novas trajectórias, onde cidadãos e governantes caminhassem  lado a lado, no alicerçar e construção de um destino colectivo, mais plural, mais fraterno e mais  verdadeiro.
Corrigir práticas políticas discricionárias, acabar com as clientelas do orçamento e banir a “saída profissional” da política, onde todos cabem, mas muitos sem se  saber bem o que lá estão a fazer.
Devendo  ser  a política o bom governo da cidade, da região ou do país, valia a pena   Águeda dar um exemplo concreto da chamada DEMOCRACIA DIRECTA, onde não chega ouvir os munícipes, mas é preciso seguir muitas vezes o que eles pensam, no respeito pela evidência da sua opinião.
A tradição partidária de Águeda não tem  honrado essa via: quem ganha as eleições é que sabe tudo, quem está na oposição não percebe nada do assunto.
Ora esta prática está errada e os resultados estão à vista, com prejuízos para quem cá mora, trabalha ou nos visita.
As “malhas partidárias”,  que tem nas comissões políticas concelhias a sua face  visível, são responsáveis por estas rotineiras práticas  enviezadas e deviam fazer um esforço, um “mea culpa”, desistir deste massacre permanente do ataque ao adversário, que transforma, vezes sem conta, a política aguedense num viciado campeonato de futebol  da 2ª. divisão distrital.
Chamar os cidadãos à politica, respeitar a sua opinião e fazê-los acreditar que  a cidade e  a sua administração também cabe a todos nós, todos os dias e muito para além do acto de entregar o voto na urna eleitoral.
Uma nova visão da politica: é o que faz falta  nesta nossa cidade de Águeda.
Não é, Beatriz?
n JNS


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