25 Anos
25 anos não são 25 dias. Embora seja o aniversário da cidade de Águeda a razão que nos traz, hoje, aqui, importaria, para além do ritual das velas e do bolo, que a política e o poder local fizessem uma séria reflexão sobre o modo como intervieram na vida do concelho e se o souberam fazer à altura da nobreza da atribuição de um titulo - a Cidade -, reconhecimento nacional de um patamar de crescimento e desenvolvimento da velha vila de Águeda. E esperando-se da politica - e de quem a exerce - que saiba servir a cidade e os seus habitantes - planificando, construindo, desenvolvendo -, até que ponto os autarcas foram atentos e sérios, acompanhando a vida e o ritmo da Comunidade, consolidando os caminhos da História passada e rasgando as janelas do Futuro. E é nesse horizonte que a política de Águeda se deve concentrar: deitar fora o sectarismo, não caminhar por telhados de vidro e, em tempo de “vacas magras”, eliminar o supérfluo e agarrar o essencial. Neste quarto de século de Águeda-cidade, o que se deseja e se espera que ela seja nos dias de amanhã? Que a Indústria saiba enfrentar os constrangimentos do presente, a serra resista à desertificação e a política encontre, de novo, o Norte. Porque fica a sensação de Águeda estar cercada pela Geografia envolvente e estar a ficar para traz nos confrontos dos novos poderes da política regional. Mas tenhamos Fé e Esperança que a política local não se perca, as “forças vivas” cooperem no que é preciso fazer e esta maioridade de Águeda-cidade se afirme na região, como exemplo, referência e na procura constante da camisola amarela, que nunca poderá deixar de ser a sua. Não percas tempo, Beatriz!. n JNS
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