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Pessimismo ou realidade

por Manuel José Homem Mello em Junho 15,2011

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A urgência evidenciada pelo Presidente da República, no que respeita à formação do novo Governo, não parece ser compatível com a estabilidade e duração que se pretende serem atributos primordiais do Executivo. Longe de mim a intenção de aderir ao “clube” das aves agoirentas, mas não seria sincero se não confessasse os receios que desde já me atormentam. Andar depressa e bem, há pouco quem…
Contrariamente à opinião de muitos, quiçá mesmo da maioria daqueles que participaram do acto eleitoral recentemente levado a cabo, estou convencido de que o novo Governo não chegará ao termo da Legislatura, a menos que venha a ser possível superar as dificuldades resultantes do difícil relacionamento, que me parece incontornável, entre os líderes dos dois partidos agora politicamente coligados. Por isso, e ainda ao invés da convicção, por enquanto também maioritária, estou em crer que os eleitores se “enganaram” ao negarem a maioria absoluta ao PSD, uma vez que a “obrigatoriedade” do CDS ser chamado à liça empresta-lhe uma força quantitativa, se não qualitativa, que, afinal, não possui.
A auto-can-didatura a 1º. Ministro do líder centrista, quando no final da campanha se convenceu que poderia disputar com Passos Coelho a liderança da governação,  constituiu um autêntico “tiro no pé”, revelando, para não nos afastarmos da fraseologia popular, “mais olhos que barriga”, ou desejo confesso de ser Papa sem os votos cardinalícios  suficientes para a eleição.
Assim, das duas uma: ou Paulo Portas consegue convencer Passos Coelho, de molde a permitir-lhe a implementação de algumas   exigências consideradas «sine qua non» pelo CDS ou o “caldo” acabará por se entornar.
Por outras palavras: ou um deles se submeterá e o outro se demitirá; ou vice-versa.
Em suma: para caminharem juntos, Passos Coelho e Paulo Portas terão de ser capazes de agir  como outrora Sá Carneiro e Freitas do Amaral. O que teria acontecido sem a tragédia de Camarate? Até onde teria chegado a primeira AD?
Esperemos que a vaidade não supere o interesse nacional. Se o CDS não exorbitar, talvez a coligação possa caminhar unida ao longo dos 4 anos. Mas conhecendo, como julgo conhecer, o egocentrismo de Paulo Portas, tenho as mais sérias apreensões.
 Oxalá me engane.   
 n M. J. HOMEM DE MELLO
Director Honorário SP

- APOSTILA. O 10 de Junho deste ano proporcionou dois discursos interessantes. Por ordem de intervenção: o primeiro, de António Barreto, quiçá um tanto ou quanto exagerado (a crise que atravessamos não é a maior de sempre, incomparável, por exemplo, à de 1380 e à perda da independência em 1580…). O segundo, do Chefe do Estado, em socorro do interior ou, se quiserem, do chamado «Portugal profundo». Mãos à obra.
n MJHM

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