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Três erros e uma boa decisão

por Manuel José Homem Mello em Junho 29,2011

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Não se pode dizer que o virar de página ou  por,  outras palavras,  o início do novo ciclo  político, tenha começado da melhor maneira para a coligação PSD/CDS,  bem como para  o líder  Pedro Passos Coelho.
CASA: Em primeiro lugar, a demagógica decisão de continuar a pernoitar no modesto apartamento onde reside há alguns anos. Erro grave, não pela modéstia do imóvel (nem toda a gente pode ter condições para morar na Lapa ou nas Avenidas Novas e isso não é vergonha para ninguém), mas erro grave por ficar distanciado das instalações da Presidência do Conselho de Ministros (residência oficial e gabinete de apoio) qualquer coisa como pelo  menos meia hora de manhã e outra meia no regresso a casa, mesmo que beneficie do «corredor policial» que não deixa de ser politicamente inconveniente. Isto sem levar em conta os dias em que terá de mudar de roupa e outras exigências mais.
Quer dizer,  no mínimo, uma hora por dia de corrupio no tráfego, ou seja 365 horas por ano, iguais a mais ou menos 15 dias anualmente perdidos nos estofos de um dos carros da Presidência do Conselho.
O país não pode pagar semelhante desperdício e, como este, tantos outros mais. Aposto singelo contra dobrado que não tardará que o Chefe do Governo opte por ficar na residência oficial, pelo menos durante a semana.
CRISTAS: Em segundo lugar, ter aceite a entrega de diversas pastas à jovem Cristas, não por que seja jovem (e isso até merece assinalável louvor) mas porque não lhe será humanamente possível dar conta do recado, ainda por cima com 3 filhos às costas, de tenra idade.
NOBRE: Em terceiro lugar, pelo desastrado convite ao dr. Fernando Nobre, de que resultou a estrondosa derrota parlamentar que se conhece, derrota convertida «in extreminis» em facto político positivo, uma espécie de “milagre político”,  com a inesperada eleição de Assunção Esteves «the right woman in the right place». Enfim…, para que não possa ser acusado de má vontade, mesmo no início da Legislatura, assinalarei, com o devido louvor, a decisão tomada de vedar a classe executiva da TAP nos voos domésticos e europeus aos titulares dos cargos políticos que se desloquem em serviço de Estado. Poderá ser pouco mais do que simbólico, mas o simbolismo pode revestir muitas vezes valor maior do que pareça à vista desarmada… No poupar estará o ganho.



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