Decisão infeliz
Quando foram tornados públicos os nomes do governo Passos Coelho que, de uma maneira geral, a opinião pública acolheu satisfatoriamente, desde logo foi considerado como das mais felizes escolhas do novo titular da Educação - o professor e matemático Nuno Crato - cujo dinamismo e incontornável competência não sofreram contestação. Há-de avaliar-se a surpresa, mesmo o desgosto, que volvidos pouco mais de 100 dias, o Professor Crato haja tomado a decisão, pouco menos do que estapafúrdia, de suspender ou anular a entrega do prémio pecuniário de 500 euros que era atribuído ao melhor aluno de cada estabelecimento escolar. Se tal decisão pretendeu “acompanhar” o ritmo de poupança em que o governo se mostra empenhado para fazer face ao défice das contas públicas, deve verberar-se a atitude do ministério, porque a verba que se gastaria com os prémios seria irrelevante e, em todo ocaso, desestimulante, levando os premiados, que deixaram de ser, a sentirem uma justa revolta. A inteligência nem sempre ocupa o devido lugar…n MJHM - Director honorário SP
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