header Incio | Pgina inicial | Adicionar aos favoritos |
Pesquisar Jornal   Pesquisa Avanada »
Seces
Arquivo
2 3 4 5 6 Sab Dom
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Notcias no seu Email
Subscrever Newsletter

Votao: Férias
Onde pensa passar férias em 2014?
Portugal
Estrangeiro
Não vou tirar férias
Resultados de votao | Votaes antigas


email Recomendar a um amigo | print Imprimir |

Procurar a felicidade

por Luisa (dra) Mello em Fevereiro 23,2011

image
… Vai ser incluído por acréscimo no artigo 6º da Constituição do Brasil. Acabo de ouvir em noticiário telivisivo. “O Estado deve proporcionar aos cidadãos motivos que lhes dêem acesso à felicidade”. Em altura em que também por aqui se vai alvitrando a necessidade de ajustes na nossa Lei fundamental, aí estava uma ideia! Com alguma dificuldade prática de execução, é de ver… Não fosse lembrar ao governo que havia que taxar o bem-estar a obter, o que seria, já de si, um tremendo óbice ao objectivo. Que isto de taxas não são senão impostos a tentar escapar à nossa percepção, passando, como costuma dizer-se, entre os pingos de chuva - neste caso de molha tolos… Mas, ora então, a felicidade. Suponho que, no caso do Brasil até possa ser  artigo da Constituição. Ou é do clima, ou daquele povo resultante de miscigenação de raças o que é sempre enriquecedor, ou porque, como eles dizem, o “azar do pobre é que quando o pão lhe cai ao chão a parte que tem manteiga fica sempre para baixo”. E se o principal azar fôr esse é, não só, porque o pobre se arranja para pôr manteiga no pão, ou porque não há por lá ASAE que o impeça de mais assopradela menos assopradela, continuar a marchar boca dentro. De resto e de qualquer maneira, o estimável desígnio parece-me complicado no Brasil, aqui ou na China, dado que a felicidade é a coisa mais subjectiva que há. Para uns, será o TER, para outros o SER (e não, não me vou meter nas teorias do existencialismo e quejandas que destruiriam a felicidade de qualquer leitor e até a minha presente leveza de espírito…), para outros as duas coisas sem simultâneo e com o dinheiro sempre em crescendo nas suas Bolsas de felicidade… Há ainda os que para atingirem tal bem-aventurança o fazem através de a proporcionarem aos outros sendo estes por ventura os verdadeiramente felizes. Para mim, dando-me em exemplo é sobretudo ter saúde, uma família que além de a ter também, prime pela sua união, amor e solidariedade, um país que por mais que seja olhado, com soberba por estrangeiros e alguns naturais …-seja por nós muito amado, e a Fé, não só religiosa mas aquela que lhe é bastante próxima de que “entre mortos e feridos alguém há-de escapar”… o que não deixa de ser uma felicidade egoísta (e o que é a outra, fora a dos bem-aventurados cuidadores do próximo?) porque há sempre a secreta esperança de que a sorte do escapanço nos calhe a nós e aos nossos…Pois então que o Brasil caminhe constitucionalmente para a felicidade e já agora o nosso Portugal também, embora, nos tempos que correm, a utopia esteja à vista. E procurar a felicidade na Lei ou nas leis é frequentemente o melhor modo de virar “o feiticeiro contra o feliz feitiço…” Se não está dentro de nós ou nos vem através dos outros, acho-a neste mundo e neste século de ganância, materialismo, hedonismo, relativismos morais a escarnecerem desbragadamente a moral “não oficial” do século, coisa complicada! Em minha opinião - e é disso que se trata! além do bom caminho para a felicidade já acima exposto, considero Fundamental a consciencilização de que  fazermos do nosso objectivo absoluto de vida conseguir dar constantemente passos maior que a perna “atropelando fora e dentro das várias passadeiras do nosso percurso”, é antes passo certo para a infelicidade. Ou porque se acaba “por meter a pata na poça”, ou porque algum resto escondido de consciência ética ou cívica aflora e atrapalha, ou porque Deus,o Destino, a Evolução, o próprio Livre Arbítrio, podem caír em cima de surpresa, qual árvore  centenária que de altiva  passa a derrubada, no caminho das Felicidades mal ou ilusoriamente planeadas e construídas. Para quem não concorda: posso não ser (ou estar…)propriamente resignada, mas se me contentar com o que me é dado - vida, saúde, pertences que bastem, sonhos que cheguem, sou feliz.
Tenho um bocado a sensação de que me atrevi a filosofar… Não sei se pelo acaso de ter ouvido hoje numa estação de rádio uma senhora, pesquisadora de antigas felicidades ou infelicidades, falar sobre “sexo durante o Estado-Novo”.
Não sei muito bem dos meandros da pesquisa, mas discordei e concordei. Estou a referir-me à parte exterior, por assim dizer, do momentâneo tema. Nas ruas e locais públicos não eram realmente permitidas excessivas manifestações de tais afectos. Nas instituições não-laicas e em famílias conservadoras as nossas cabeças e consciências de mulheres (com os homens não tenho tanto a certeza!…) eram atulhadas de regras, preconceitos, pecados e pecadilhos que nalguns casos são capazes de ter deixado “mossas matrimoniais e companheirais” mas que noutros deram libertações normais e até excessivas. Melhor dito… a maior parte”, “recompunha-se”, outra passou do oito ao oitenta. Nada que tenha prejudicado o bom funcionamento da demografia de então. Havia até prémios para as grandes famílias que é coisa impensável agora…! Não há fome que não dê em fartura… Se a estudiosa se referia ao que se passava “intra-muros” dos quartos conjugais ou equivalentes, nunca a noticia me chegou que aí tenha havido intervenções da PIDE- a não ser que as intimidades fossem protagonizadas pelos próprio agentes. A palestra de hoje foi de resto muito interessante e a sua conclusão mais que sensata: passou-se da proibição para a obrigação… Ainda há quem saiba pôr os pontos nos is… n LM


904 vezes lido

Gostou deste artigo?

1 2 3 4 5 (total 0 votos)
Os artigos mais lidos
Os artigos mais divulgados