O país assistiu, com estupefacção, no dia 27 de Setembro, a uma conferência de imprensa do Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, e do Ministro das Finanças de Portugal, Teixeira dos Santos.
Supunha-se que as ante-estreias eram um ritual exclusivo do cinema. Sabe-se agora, que o poder político também adaptou esta figura. Uma antestreia do anúncio público das medidas gravosas que o Governo se prepara para tomar, aumentando, ainda mais, o IVA, o IMI, o IMT, esvaziando de conteúdo os benefícios fiscais, congelando “ad eternum”os salários e com nevoentas ameaças de corte do subsídio de Natal.
Depois da censura prévia ao Orçamento Geral do Estado determinada pelos novos censores europeus, seguem-se os ditames macroeconómicos da OCDE. Enquanto o senhor Gurría, numa sibilina simpatia, ia elencando as “medidas necessárias para o equilíbrio das contas públicas”, Teixeira dos Santos exuberante, exibia o largo sorriso de quem vê facilitada a ingrata tarefa de assumir o papel de algoz do povo.
Triste espectáculo! Por isso, é com profunda indignação que a Concelhia de Águeda do Partido Comunista Português, reunida a 27 de Setembro de 2010, com o objectivo de discutir os documentos relativos à VIII Assembleia da Organização Regional de Aveiro, nomeadamente, a Proposta de Resolução Política, se manifesta contra a capitulação do Governo de Portugal, perante as imposições ditadas pela OCDE, em matéria económica e fiscal.
Na qualidade de Portugueses Dignos, defensores da Soberania Nacional e dos princípios consignados na nossa Constituição, os membros da Concelhia de Águeda do PCP repudiam mais esta posição de subjugação aos interesses do imperialismo, que os novos Miguéis de Vasconcelos vêem tomando, alertam o Povo deste Concelho para as suas gravosas consequências económicas, políticas e sociais e fazem um apelo à união de todos no combate a esta política desastrosa com que o governo do PS vem conduzindo Portugal.
PCP de Águeda