Opinião própria: Comunistas estão solidários com trabalhadores despedidos
A Comissão Concelhia do PCP de Águeda, reunida no dia 23 de Fevereiro, manifestou a sua profunda inquietação com a situação económica do concelho e os seus reflexos na situação laboral e social dos seus trabalhadores.
A presente crise, com o desemprego a atingir valores históricos, é fruto de uma política assente nos baixos salários, na liberalização dos despedimentos e na desregulamentação da legislação social, tão arduamente conquistada ao longo da nossa vivência democrática. Conquistas essas, que os sucessivos governos, indistintamente liderados pelo PS e pelo PSD, têm destruído, com as consequências que já são bem visíveis no nosso quotidiano, como o crescente aumento do desemprego e do número de falências e sem fim à vista. A empresa MDM foi o último episódio deste folhetim negro, com o despedimento de 60 trabalhadores, sem pré-aviso e sem garantias compensatórias. Um folhetim que ameaça novos capítulos, como o caso da firma metalúrgica JAMARCOL, que já avançou com 40 cartas de despedimento aos seus trabalhadores. A Concelhia de Águeda do PCP solidariza-se com todos estes trabalhadores e suas famílias, vitimas de uma política amoral, que subordina os direitos mais essenciais dos trabalhadores, como o direito ao trabalho, aos ditames do lucro fácil de alguma classe empresarial. Só a Unidade na Luta e a Solidariedade entre todos os Trabalhadores poderão travar esta política de direita que nos pretendem impor como a Solução Final e Única para os problemas da Dívida Pública. Uma Dívida Pública gerada por aqueles que hoje, cinicamente, nos apresentam as facturas dos seus dislates: A factura do Desemprego, dos Impostos e dos Cortes Salariais.
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