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Política: Águeda é concelho-modelo nas consequências da crise
Filipe Guerra, da DORAV do PCP, considerou na segunda-feira, 14 de Junho, em conferência de imprensa, que “Águeda é um concelho--modelo ao nível das consequências da crise”.
O dirigente comunista mostrou-se preocupado com o “aumento substancial” do desemprego em Águeda (2.182 trabalhadores, em Abril), que, afirmou, “cresceu cerca de 9% relativamente ao mesmo mês do ano passado”, embora acredite que “nestes números, escapem muitos outros trabalhadores marginalizados”. “A situação de crise também se observa nos recorrentes encerramentos de empresas, nas reduções e alterações dos tempos de trabalho (deu como exemplo a Cortal-Seldex-Haworth) e nas crescentes dificuldades das MPME’s no pagamento da energia, nas matérias primas encarecidas ou no acesso ao crédito e à banca”, sublinhou Filipe Guerra.
DESINVESTIMENTO PÚBLICO
O desinvestimento público em Águeda, nomeadamente no que toca à construção de um hospital e da auto-estrada de ligação a Aveiro, mereceu reparos do dirigente comunista, pouco esperançado na “alteração substancial da situação”, face às medidas governamentais vertidas no “Orçamento de Estado e no Programa de Estabilidade e Crescimento”. “Os aumentos da carga fiscal, as privatizações, os congelamentos de salários e pensões ou as alterações no acesso ao subsídio de desemprego, apenas acrescentarão crise e dificuldades às populações de Águeda”, revelou o membro da DORAV do PCC, que se fez acompanhar de Nelson Leal e Pedro Pinto, da Comissão Concelhia de Águeda do PCP.
COMÍCIO EM ESPINHEL
O PCP defende “uma política fiscal justa e equilibrada, que defenda os interesses nacionais, a produção nacional e o sector empresarial do Estado, aumentando salários e pensões” e promete reiterar estas ideias no comício agendado para domingo, dia 20, às 16 horas, no Parque de Merendas de Espinhel, que contará com a presença de Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP. “Apelamos aos trabalhadores e às populações para participarem nesta importante jornada de combate às políticas de direita e de construção de uma mudança na vida nacional que concretize uma política patriótica e de esquerda”, concluiu Filipe Guerra.
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