O agravamento da política de direita, que resulta do pacto de agressão e submissão, e a antecipação pelo Governo de medidas profundamente lesivas dos interesses do país, dos trabalhadores e do povo, colocam a urgência da luta de massas e da intervenção dos democratas e patriotas.
AA implementação do Pacto das troikas, assinado entre o FMI/UE/BCE e o PS/PSD/CDS, é o elemento fundamental da política deste Governo PSD/CDS, no plano económico, social, político e ideológico. O que está em curso, com a cumplicidade do PS, é um ataque brutal aos interesses e direitos de quem trabalha, uma guerra social contra os sectores socais não monopolistas, e uma política de afundamento do pais e expropriação da soberania nacional, visando aumentar a concentração e centralização do capital financeiro internacional e alargar o seu domínio do poder político.
2. A antecipação pelo Governo das medidas mais negativas contra os direitos dos trabalhadores e do povo e os interesses do país, como sejam os cortes no subsídio de Natal para quem trabalha e o banquete das privatizações em saldos para os grandes interesses estrangeiros, é imposto em nome da resolução dos problemas nacionais, do défice das contas públicas e da chamada “dívida soberana”, mas esta é uma política ilegítima, que contraria o quadro constitucional, e uma política sem futuro, que nada resolve e que prossegue e agrava os efeitos de 35 anos da política de direita, que conduziu o país ao desastre. É uma política recessiva, que aprofunda o rumo de declínio e põe em risco a independência nacional. Uma política de inaceitável obstinação nas “inevitabilidades” - destruição do tecido produtivo e agravamento dos défices estruturais, mais exploração e menos direitos laborais e sociais, mais injustiça e regressão social, menos democracia e menos soberania.
3. A DORAV do PCP considera que, face ao agravamento da situação económica e social no distrito, com um novo surto de falências e encerramentos de empresas, de salários em atraso e processos de lay off, de desemprego - que em números reais se aproxima dos 65000 trabalhadores -, de generalização da precariedade, de corte de apoios sociais, de encerramento, degradação e inacessibilidade dos serviços públicos - na saúde, na educação, na justiça, na segurança das populações e nos transportes -, este é o momento de relançar o combate à política de direita, responsável pelo desastre do país e do distrito. Este é o momento de voltar a juntar e alargar forças e vontades, de resistir e lutar, de projectar a consciência e unidade dos trabalhadores, expressa na Greve Geral de 24 de Novembro de 2010, em novas lutas de massas para travar esta política e abrir caminho a uma ruptura e mudança. O PCP apoia as lutas das populações e dos utentes dos serviços públicos, dos reformados, da juventude, das mulheres, dos agricultores, dos pequenos e médios empresários e a luta dos trabalhadores, nomeadamente a acção de protesto marcada pelo Movimento Sindical Unitário para Aveiro, no dia 13 de Julho.
AA DORAV do PCP reafirma a urgência da luta por uma nova política e apela aos democratas e patriotas para que assumam um novo empenhamento neste combate. O PCP continuará o rumo do seu reforço, orgânico e de intervenção. A partir de dia 9 decorrerá em todo o distrito uma nova acção de esclarecimento com a sigla de FAZER FRENTE! e que dará visibilidade às propostas do PCP para uma política patriótica e de esquerda no nosso país. Esta acção de esclarecimento encerrará com um Convívio-Comício no dia 24 de Julho na Pateira de Espinhel em Águeda em que estará presente o Secretário Geral do PCP, camarada Jerónimo de Sousa.